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O fumo do meu cigarro

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Coisas

Dezembro 11, 2017

Bruno

Koma Çiya - Hawreyan (SoundCloud)

 

Fui surpreendido com a chegada de um email as duas e pouco da manhã. Era um comentário da Novembro.

Faz um tempo que não escrevo. Realmente, faz um bom tempo que nada faço, senão arrastar-me por aí ou então ficar na cama. Ou... Sei lá...

Faz um tempo que não escrevo. Faz um tempo que não desenho. Faz um tempo que me arrasto, simplesmente...

Não quero entrar em demasiados detalhes, mas mencionei algumas coisas, no meu texto anterior, que não estavam propriamente bem. Devo dizer que me referia a nível de saúde: tenho uma doença crónica, diagnosticada e tratada há sete anos. A dita estava controlada e, apesar de não haverem alterações significantes por aí, surgiu uma complicação. Poderia ser mais grave, se não tivesse sido descoberta e tratada a tempo, mas acontece que há uma pequena chance de que as coisas possam precisar de algo mais agressivo: entre elas, um exame doloroso, um possível internamento de algumas semanas... Além da possibilidade de tudo isso, tento engendrar um plano para me afastar, para desaparecer durante essas semanas, sem ter que dizer a ninguém onde é que estou, onde é que vou.

Sinceramente, não me interpretem mal, mas já referi, nesse mesmo texto, que tenho enfrentado tudo sozinho. E, como até agora, as minhas grandes batalhas serão enfrentadas a solo. Guerreiro algum poderá combater os meus demónios por mim ou ao meu lado: há coisas que são tão íntimas, tão intrinsecamente nossas, que, por muita abertura de alma, cabeça e coração que tenhamos, temos que enfrentá-las sozinhos.

Além de tudo isto, acontece que a minha disposição, muitas vezes, não é das melhores.

Além de tudo isto, ainda tenho a música como o meu refúgio e, são musicas como as que partilhei no texto anterior e a que partilho no inicio do texto, a ajudar-me a fugir daqui. A minha alma viaja por lá, por essas terras cujos nomes não sei, por esses mundos onde sou tudo e não sou nada, onde me completo e destruo. Onde sou Deus e uma mera estátua no deserto. Onde sou o pó do deserto e a voz dos cantos.

Acho que, no fim de contas, todos temos algo ou alguém que nos salve. E já que não me agarrei à arte, que criava, para salvar-me, agarrei-me à música, às viagens da minha alma, ao distante horizonte e à ansiedade. À ansiedade. À ansiedade.

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