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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

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Ideais de cada um

Agosto 31, 2016

Bruno

Todas as pessoas têm um ideal de vida. 

Acho que a maioria das pessoas gosta das cidades e dos seus movimentos e da sua vida. 

O meu ideal de vida, seria viver anos a fio exilado naquela aldeia minha, até que desse o meu último suspiro. 

 

...

Agosto 30, 2016

Bruno

Estive uns bons dias fora. Fui para o Norte, algures lá naquela aldeia da minha infância, onde muitas vidas se extinguiram entretanto. Naquele silêncio que lá reina, na ausência de vida, onde os grilos cantam pela noite e as estrelas rasgam o céu em cadência. 

 

Vivia ali, desde sempre e para sempre. 

 

Uns dias depois, eespecialmente sem vir aqui, dou comigo no acostumado canto das leituras, onde costumo ler os blogs que sigo. Decido escrever, sem ler. Não me apetece ler as palavras dos outros, quando mal consegui escrever este mês. Escrevi umas quantas cartas, muito a custo. Não me apetece ler os lamentos dos outros - tenho os meus para chorar, a decadência de regressar a uma cidade, depois de dias numa aldeia, longe de tudo e... Bem, basicamente de todos. Não quero ler sobre os pontos de vista dos demais, quando nem os meus, que são extremamente confusos, quero lembrar. 

 

Estou a sentir que tenho que largar estas palavras, como se largam bombas, e desvanecer-me na noite da Internet. Talvez caminhe pela casa em silêncio, para a minha cama. Talvez durma. Talvez não. 

 

Sinto que, neste momento, há um conflito pacífico na minha alma. E não me importo de ser egoísta. 

 

Já tenho dito que larguei muitas coisas, por isto ou por aquilo. Tal como ter-me afastado do amor, por dar prioridade à poesia - mentira! A poesia engloba tudo na vida, mesmo aquilo de que nos afastamos, como uma criança que se afasta dum jogo em que perde sempre, porque se aborrece ou porque acredita que é melhor desistir e procurar outra coisa, outro jogo, outra fantasia... Até se aborrecer, novamente. 

Neste momento, estou a aceitar qualquer coisa estranha. Algo estranho, para mim, onde já os escrúpulos ficaram à porta, perdidos no bosque. 

 

Neste momento, tudo é demasiado. E é demasiada a confusão que proponho a quem queira ler, a quem não se sinta como eu: precisando cagar palavras, para se concentrar! 

Noitada

Agosto 13, 2016

Bruno

São quase quatro da manhã. Hoje, não me apetece fazer a leitura dos blogs que sigo. Estou numa aldeia, onde está frio. E cheguei de uma noitada de homens, na despedida de solteiro de um amigo. 

 

Bares e discotecas. Onde o álcool liberta as pessoas. Onde grupos enormes de pessoas se encontram, mas que eu, apesar de até gostar, prefiro evitar. Não gosto das pessoas - sei que nesses sítios, apenas uma camada das ditas está patente, mas mesmo aquelas que me mostram alguma substância, são para me afastar. Não prestam e há sempre qualquer coisinha, mesmo que seja uma merdinha mínima, que faz com que as deteste. E afasto-me. 

 

A noite é fantástica, contudo é, para mim, nas ruas ou mesmo na aldeia. E é na aldeia que reside a minha ambição: longe de tudo, longe de todos.

 

Vou embora por uns dias

Agosto 09, 2016

Bruno

Parto de férias dentro de algumas horas. 

Devia estar a dormir, mas acabei de preparar a mala de viagem. Devia estar a dormir, mas fantasio com estas músicas, que antes do fim do mês, não torno a ouvir. Devia estar a dormir, mas ou não sonho ou tenho pesadelos, pelo que prefiro sonhar acordado. E sonhar acordado, tem o efeito desse vídeo, que acompanha a música (e que música! ), que me leva para Bagdad, a Bagdad das 1001 Noites. 

 

Vou para uma espécie de um deserto, uma aldeia mais ao Norte do país, onde me sinto no Paraíso, sem muita gente para ver. 

E é assim que ambiciono os meus anos, um sítio calmo, sereno, onde as pessoas sejam escassas e a maior companhia seja o Tempo. 

 

Bagdad foi-me roubada pela guerra. 

Resta-me a minha terra, na minha Pátria. 

A maior honra

Agosto 02, 2016

Bruno

Nunca pensei dizê-lo, mas não há maior honra para um homem, do que assumir as suas lágrimas. 

Não existe outra honra para mim, do que ter as lágrimas de um homem, em palavras, a mim confiadas. 

Ou de uma mulher, que fale dos seus desejos mais profundos, na minha presença. 

Aniversário

Agosto 01, 2016

Bruno

E podem esquecer já os parabéns. 

 

Não sou de celebrar. De facto, em miúdo, desatava a chorar e a berrar quando me cantavam os parabéns. 

Não junto amigos num café ou num bar, para dar a entender a meia cidade que faço anos. Por norma, estes encarregam-se de fazê-lo por mim, mas... Já no ano passado foi tudo muito contido e assim o espero este ano. 

Não gosto de recordar o dia em que vim ao mundo. Para mim, não é sinónimo de celebração. 

A minha mãe perguntou o que eu achava de irmos jantar fora, com a minha tia. Para desilusão dela, disse que não, que tenho que trabalhar à noite. Ela não o disse, mas notou-se que ficou triste (ontem, deixei a minha tia triste com uma outra coisa).

Todos, TODOS os anos, entro numa espécie de depressão profunda por esta altura. Tenho desejos de auto-mutilação, suicídio... Está explicado o meu humor de merda, de certo modo. 

 

Quero chorar e não consigo expulsar as lágrimas. 

Queriam que ficasse na rua, para juntar-me com mais algum pessoal, mas vim para casa, era meia-noite e meia. 

Ficar na rua, para quê? Para fingir que estou feliz e que está tudo bem? 

 

Às vezes, és a luz de uma sala. E de outras vezes, nem te deixas ver. 

 

Que é que se passa contigo? Já falei até com o L. e ninguém entende. Andas sempre por aí, sorrisos, e agora nem reages, andas apático. 

 

É por isto, que me fecho sobre mim. Que me afasto. Eles notam. Todos eles. 

De que serve? 

 

29 anos. E não me parecem. Parecem-me antes 1000 anos em cima de mim. 

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