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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

Furacão

Julho 31, 2016

Bruno

 Há toda uma imensidão dentro de mim. Um deserto estéril, onde floresce uma estranha cidade. 

Esse deserto, é a minha alma, o meu coração. Esse cidade, é o que se passa na minha cabeça.

 

Li um texto d'O homem certo, sobre verbalizar os sentimentos. Algures pelos comentários, li sobre como é bom fazê-lo, mesmo desabafando as agruras da vida com os amigos. 

Guardo as coisas dentro de mim. Não sei desabafar com os outros, não gosto da ideia de fazê-lo, não quero fazê-lo. 

E por que é que afirmo isto? 

Porque ando há vários dias com um humor de merda, porque passei o último dia com uma vontade enorme de chorar e nem isso consigo fazer, mesmo estando sozinho, sem ninguém que procure saber o que se passa. 

 

Passei as piores fases da minha vida a sentir-me só. Passei os vales da morte, rastejei na lama e fui traído quando confiei. Precisei de um ombro amigo, que só oferecia competição. 

Estou aqui. Sobrevivi. Contudo, as marcas que trago, tornaram-me frio, amargo, sem desejo, nem à-vontade de confiar nos outros. Vou escrevendo, aqui e ali, sem nunca dar 100%, porque preciso apenas de aligeirar o peso no peito. Mesmo assim, sinto que não vale de nada. A miséria permanece, só altera a ilusão. 

 

As coisas são o que são e as pessoas valem aquilo que valem. E eu posso não valer muito, mas valho bem mais do alguns dos que chamei de amigos. 

Inseguranças

Julho 28, 2016

Bruno

O meu Tumblr enche-me de inseguranças. Quanto mais procuro ver e seguir e conhecer e aprender, mais perdido me acho. 

O Twitter tornou-se um preferido, face ao habitual Facebook. Falo, falo, mas falo sozinho. Poucos conhecidos há que andem por ali. Melhor assim. 

 

A vida é feita de inseguranças e a única constância é o mesmo velho e querido sonho com um deserto, uma eterna caravana que não deixa de passar por aqui e por ali; passa por aldeias minúsculas, que a vêem como uma qualquer caravana de Deuses há muito aguardados; passa por cidades enormes, maiores que qualquer sonho, perdidas no meio do deserto, que a olham como uma qualquer atracção exótica. 

 

Fecho os olhos e deixo-me embalar pela música e fantasio com o tanto que tenho a fazer e a dizer. Os dias desenrolam-se a uma velocidade estonteante e eu nem sei bem o que sou. 

Uma sombra. Que partiu com essa caravana. 

Oscilante

Julho 20, 2016

Bruno

Oscilo entre a vontade de escrever e a falta da mesma. 

 

Oscilo entre o bem e o mal. 

 

Oscilo entre uma noite bem passada, com uma excelente aceitação de tornar-me um amante, e entre uma manhã em que morre o gato e em que morre um pouco de nós. 

Torno-me amante de um amigo e morre um dos meus melhores amigos. A minha tia, que tinha o gato, está inconsolável. 

 

Oscilo entre poesia e magia. 

 

Oscilo entre a luz e as trevas. 

 

Oscilo entre gozo e tormento, riso e lágrimas. 

 

Oscilo entre a vida e a morte. 

 

Tumblr

Julho 15, 2016

Bruno

Acho o Tumblr uma ferramenta excelente, apesar de que, se se procurar público, é mais complicado de achá-lo e de ser levado a sério. 

 

Leitura

Julho 14, 2016

Bruno

Tenho que tirar um tempo para ver os subscritores dos meus subscritores, seguir os links que dão para os seus blogs e arranjar novo material de leitura.

Cada um vira-se como pode. E eu viro-me para as visões dos outros sobre o mundo.

 

Devaneios de vida. Morte aos sentimentos.

Julho 14, 2016

Bruno

Ando nesta vida à procura de alguma coisa, que ainda não entendi muito bem o que é. Sei que há músicas, vozes, poesias que me transportam a outros tempos que considero meus. Meus, como só o mais íntimo pode ser meu.

Vivo. Vivo intensamente. Esqueço que um dia chegará a morte... Até que os desejos de morte batem na minha alma, como as portadas de madeira a baterem com o vento.

Vivo. 

E enquanto vivo, vou adorando ou detestando. Detesto mais do que adoro e muito facilmente canso-me das coisas e das pessoas. A febre de uns, dura, em mim, dois dias, antes que me aborreça.

Não compreendo.

 

Todos falam desse sentimento estranho - amor. Maldita doença.

Falando de amor... E porque te amei, sei que é algo pelo qual não desejo voltar a passar. O amor fica para a poesia. Tudo o resto é carne. 

Tinha razão. Tive sempre razão de afastar-me dessas "lides" do sentimento.

Eles falam deste ou daquele. Nem a maior das belezas me pára, agora. Admiro, sendo "caçado" nessa admiração, mas fica-se por isto.

Ninguém serve de modelo aos meus textos. Ninguém serve de base à minha criação. Ninguém terá dedicatórias nos meus textos (apenas tu, no meio desta obsessão toda).

O meu sentimento... Está morto. E se não estiver, mato-o.

 

A bem dizer da verdade, troco todo o amor do mundo (o amor da minha mãe e da minha tia, não está incluído aqui. No dia que a última das duas se fôr, será, provavelmente, o dia do planeamento do  meu suicídio físico, sem medos, nem remorsos)... Mas troco todo o amor deste mundo, pela poesia. E é nos meus versos que se afoga o meu sentimento.

 

Dôr de cabeça

Julho 13, 2016

Bruno

Hoje, é daquelas noites em que não apetece nada ir trabalhar. 

Dói-me a cabeça e, a vontade propriamente dita, é quase inexistente. Ou nula. 

Quero sair por aí e ficar num sítio escuro e silencioso, qualquer. 

Mentiroso

Julho 10, 2016

Bruno

Não me procurem nas noites de festa. 

Não me procurem nas ruas. 

Não me procurem num dia de sol. Nem à chuva. 

Não me procurem num sorriso. 

Não me procurem entre as gentes. 

Não me procurem numa casa vazia. 

Não me procurem. 

Podem encontrar-me. Podem gostar (ou não! ) do que encontrem. 

Não quero mais. Não quero proximidade. Não quero gentes. Não quero mais vida louca, não quero mais vida boémia. Não quero uma casa, nem uma rua. 

 

Tequila. 

O remédio para a alma e para o tédio. 

Onde se encontram os mortos e os vivos, os alegres e os tristes, os solitários e os que nunca se sentem sós. 

Onde acaba o mundo e onde começa a vida. 

 

Não me procurem. 

 

No fundo da garrafa de Tequila, estará a minha alma e o meu coração. 

Um cigarro ou uma ganza. 

 

Quero mais de tudo. De todos. 

Quero mais. 

E não quero nada. 

Sabemos bem

Julho 09, 2016

Bruno

Tu sabes bem.

Alguns anos mais tarde, alguns problemas passados, todas as lágrimas secas e o sentimento quase morto, estás aí, fazes o teu jogo. 

Tu sabes bem. 

Tudo o que já se passou. Tudo o que já houve. Sonhos e fantasias. Apareceres quando pensava em ti. Apareceres e sonhar uma noite inteira contigo (os únicos "sonhos lúcidos" que tive).

Tu sabes bem. 

Eu sei bem. Tu não és meu. Nunca serás meu. Mas eu sei bem.

Sei bem que posso partilhar uma cama contigo, sabendo que voltas para uma mulher e para um filho. Sei bem que não tenho qualquer escrúpulo para fugir, especialmente, amando-te tanto. Sei bem que, mesmo sabendo que nunca serás meu, não te nego. Não agora. Não mais. 

Sei bem que, apesar dos pesares, será em ti que vou acabar. Um dia destes. Uma noite destas. 

 

Quando me perguntavam por que não arranjava ninguém e me mantinha sozinho, mesmo antes de surgires na minha vida... Sei lá por que não o queria. 

Neste momento, não arranjo ninguém por ti. Para ti. Para sexo qualquer um serve, mas dividir uma vida sem sentimento e viver uma mentira... Não. 

Fico aqui. Para ti. Por ti. 

Hoje, é só mais um dia

Julho 04, 2016

Bruno

Não quero bater sempre na mesma tecla. 

O barulho das outras é igual e só assim é que avanço alguma coisa. 

 

Hoje, estou num misto de sensações. Estou bem e terrivelmente mal. Não sei o sentimento que arde no meu peito, há já muito tempo. 

 

Hoje, é só mais um dia. 

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