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O fumo do meu cigarro

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Uma estrela cadente

Agosto 18, 2017

Bruno

São quase cinco da manhã. Acabo de preencher uma lista de factos sobre mim, num desafio que me fizeram, ainda que devesse estar a dormir. 

Há muito que a noite é minha companheira (ou serei eu o seu companheiro fiel, tal como um cão que segue os passos do seu dono?) 

Há muito que, durante a noite, preencho as horas escrevendo versos ou palavras ao acaso. 

Há muito que, pela noite fora, os meus pensamentos vão alto. Tão alto, como o balão que fugiu das mãos de uma criança. 

Estou na minha terra, numa aldeia perdida algures pelo Norte de Portugal, onde o céu negro e aberto é pontilhado por milhões de diamantes a que chamamos de estrelas. Numa destas noites, vi uma imensa luz atravessando o céu nocturno e apercebo-me de que é uma estrela cadente. Vejo-as imensas vezes, quando estou por cá e olho o céu imenso, mas nunca tinha visto nenhuma tão luminosa. Nunca uma estrela cadente tinha iluminado tanto o céu, como a que vi nesta semana que está quase a terminar.

Dentro de dois dias, volto para a cidade onde ainda vivo com a minha mãe, em que me criei e que, a cada dia que passa, odeio mais. Repugna-me a ideia de sentir todos aqueles cheiros, de ouvir todos aqueles sons, de ver toda aquela gente. Enoja-me dizer que sou dali, que fui ali criado, mas as responsabilidades chamam-me, uma vez mais, para ali. 

Pensando naquele sítio, há palavras que eu quero dizer, o name tos que quero exprimir, que chocarão muita gente, que vão, mesmo, contra os meus próprios princípios. 

Neste momento, é hora de desligar e dormir. Espero conseguir uma noite de sono tranquila, sem pesadelos, como têm ocorrido nos últimos tempos. Espero que o sono venha tranquilo, enquanto a vida da  noite respira e vive ao seu ritmo, nesta aldeia esquecida do mundo, onde o tempo não passa, senão pelas mortes que se vão contabilizando. 

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