Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

07
Fev17

Uma espécie de justificação confessada (ou de confissão justificada)

Bruno

Bem, estive grande parte da manhã no hospital, para fazer análises, no meio de gente louca, irritada, que estava a pegar-me a irritação. Felizmente, estou em casa, deitado no sofá, com uma manta e um aquecedor. Apetece-me.

E por me apetecer estar assim, também me apetece pegar nuns assuntos. Alguns lidos, outros que vêm sendo conversados online...

Acabo de ler um texto que fala de diários. De acordo com o blogs quentes, este foi o 9 o post mais comentado de ontem. E agradeço que me tenham feito encontrar esse texto. Tenho escrito, várias vezes, sobre os diários que tenho a reescrever. Decidi-me a eliminar coisas que, numa qualquer eventualidade de eu morrer, não queria que ficassem para o mundo ver. Os meus diários começaram por volta de 2006 e há muita coisa que foi eliminada. Algumas, penso que, talvez, não o devesse ter feito. Outras, nem quero saber.

O mesmo se passou com o meu blog de origem, em que escrevo até hoje, em inglês. Apaguei as entradas iniciais, para dar azo ao blog que é hoje, imperfeito, cheio de erros, mas ao qual tenho um imenso amor, pois é um imenso reflexo de mim, de quem fui, do que pensei e de quem sou. Hoje, faltam-lhe já imagens e textos, que, mais tarde, poderão ser escritos por outras palavras, com outras imagens, até porque não deixei de ser quem sou.

Entretanto, volto-me para o Twitter, essa rede social de que gosto bastante. E para o Tumblr. Tenho duas contas de alter-ego, que servem para pornografia e erotismo homossexual, única e exclusivamente. Quis apagar o Twitter, que tinha um prazo de trinta dias, que nunca foi excedido, mas o Tumblr com oitocentos e alguns seguidores foi apagado. Há poucos minutos, numa conversa com um novo seguidor do Twitter, senti-lhe uma espécie de censura por ter feito tal coisa - a pessoa quer ser lida e seguida e eu achava que tinha agarrado demasiada atenção de gente à qual não me devia ter aproximado. Enfim... escolhas estúpidas, talvez. 

Seja como for, mesmo este blog já foi eliminado. Sim, uso o mesmo link, mas eliminei-o, bem como a textos, imagens, comentários. Tinha textos que escrevi, com a impressão que retirei de momentos da vida. Funerais. Tardes de amigos. Hoje, sei que nada vale lamentar-me, pois não recupero as coisas e acho que assim deve ser. Uma vez idas, é deixá-las ir. E tentar fazer mais e melhor.

 

Recentemente... recentemente apaguei uma conta que tinha no Fetlife - um site para fetichistas, adeptos de sado-masoquismo, entre outros. Sei que regressarei, mas não recuperarei nada. Basta o silêncio. 

Tinha conta no Fetlife, mas o Twitter de alter-ego tem válido por isso. Tenho visto, muito mais directamente, o que procuro ver.

Por vezes, sinto a necessidade se justificar-me. Não perante outros, mas perante mim mesmo. Como por que é que apago entradas de blogs, fotografías ou imagens, rasgo páginas de diários. Preciso de justificar-me para não enlouquecer. Ou, então, não sei. Não sei porque o faço ou porque sinto necessidade de o fazer.

Quanto ao Fetlife, lembrei-me agora daquilo, por causa da série "Powers", onde vejo um detective a entrar num clube de sexo, que se depara com uma espécie de orgia ao estilo romano. 

 

Na verdade, para pôr um ponto final neste assunto, sinto-me ridículo por sentir-me numa espécie de obrigação de justificar-me a mim próprio. Porque o julgamento alheio não me interessa, de modo que apenas eu me impeço de muita coisa.

3 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D