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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

02
Fev17

Superficie de conhecimento e o meu entendimento

Bruno

(Uma pequena nota: não conheço muito do trabalho do Agir, do pouco que conheço detesto, francamente, e gosto desta música apenas pela voz da Ana Moura!)

 

Escrevi um texto. Um tecto que apaguei. Não importa. É mais um fantasma na gigante metrópole da minha alma. Não importa.

Não importa o quanto se tente, o quanto se goste num dia: não dá para tentar de novo, no tédio que sinto, no (quase) desprezo do dia a seguir.

Há sempre aquele sentimento de estarmos a ter o melhor dia das nossas vidas e, caso seja um sonho, de não querermos acordar. Entendo esse sentimento muito, muito bem. É como se morrer salvaguardasse aquele sentimento pela eternidade.

Entendo o sentimento de querer voar, mais longe, mais alto. Querer soltar as amarras. Mas e se não existirem as amarras? E se voarmos, mais alto, mais longe, sem reticências, for a nossa única opção, mesmo que pareçamos presos a uma qualquer rotina? E se voarmos, se voamos realmente?

Ninguém sabe, ninguém imagina o que vai dentro de cada um. Quem vê apenas aquilo que lhe é dado a conhecer, quem se contenta com isso, quem se conforma e aceita que aquela é toda a verdade, sem entender que é apenas a superfície, contenta-se com comentar e opinar, apontar o que crê como falhas e erros, para se sentir bem com a sua própria verdade, com a sua condição condenada.

Há quem se identifique com algum aspecto da existência ou do pensamento ou do sentimento dos demais, sem saberem quem é realmente aquela pessoa, sem imaginarem o quão desfasada fica aquela "aproximação".

Entendo o sentimento de querer voar. Entendo que as pessoas vejam apenas aquilo que querem verem. Entendo que se sintam identificadas com qualquer coisa, como uma busca de um lugar-comum a que pertençam. Mas é tão mais belo o silêncio e tão inúteis as palavras!

Cheguei a uma altura na minha vida em que não me importo com opiniões alheias. Estou numa altura em que quero atitudes e não palavras e é isso que não tenho conseguido das gentes.

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