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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

O fumo do meu cigarro

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Sobre poesia, escritos e pseudónimos. Sobre a vida.

Janeiro 26, 2018

Bruno

"Another Birth" Forugh Farrokhzad

 

Desde pequeno que sempre fui bastante imaginativo: no infantário, diziam à minha mãe que eu inventava uma mosca com que me distrair. E eu guardo na memória, ter três ou quatro anos, caminhar sozinho no recreio de um infantário em Lisboa, pensando em coisas como a morte e algumas transformações da vida. 

No início deste texto, deixo o link para o poema que partilhei aqui no blog e que, antes de aqui escrever, reli. (às vezes, por muito que tentemos, não conseguimos deixar de desiludir alguém) Esse poema, não há muito tempo, tornou-se o meu favorito. 

De há uns tempos para cá, voltei a lançar uma espécie de publicidade bastante "pesada" ao livro "The Theater of Dusk" de Lizbeth Gabriel. Lizbeth lançou, há poucos dias, uma espécie de concurso no Facebook, em que o vencedor tem direito a um e-book gratuito; melhor dizendo, o vencedor ganha esse mesmo livro, em formato electrónico, bastando para isso gostar da página dela do Facebook, partilhar a publicação do concurso e comentar o nome do vosso vampiro favorito. No entanto, desde que o livro saiu, há dois anos, ela luta desesperadamente para vender mais, para conseguir que as pessoas, além de comprar e lerem o livro, deixem uma nota e uma crítica ao mesmo, na plataforma da Amazon, de onde o livro é vendido. Aqui estou, tentando que participem mais algumas pessoas no concurso, que comprem e leiam o livro e que deixem as ditas críticas na Amazon.

Para lá disto, vinha mencionar outras coisas face a isto: como já disse, fui reler o poema, que se tornou um dos meus favoritos. Enquanto o lia, fazia uma imagem mental, muito própria, do ambiente em que se passa o poema. Enquanto isso, pensei no quanto, ainda que leigo, gosto de poesia e de pensar que escrevo. Há uns tempos, creio que foi a Lizbeth que escreveu no seu blog (https://lizbethgabriel.blogspot.com - copiem e colem no browser, que estou com um certo problema a conseguir inserir links, deixando os mesmos de funcionar quando meto um espaço) que no mundo literário os homens são levados um pouco mais a sério. Creio que, além disto, ela especificou diversas problemáticas que a levaram a julgar isto, a considerar e a ponderar escrever sob um pseudónimo masculino. E é aqui que regresso ao meu ponto inicial: uma vez mais, relendo o poema e fazendo aquela imagem mental do tempo e dos espaço do poema, imaginando as ruas, os rapazes no beco, a sala e o fumo do cigarro. Aquele pensamento de quanto eu gosto de poesia, mesmo sendo um mero e estúpido leigo, do quanto até gosto de escrevê-la e, face aos pseudónimos, já eu pensei em, caso conseguisse publicar alguma coisa, utilizar um pseudónimo feminino. Porquê? Não sei explicar bem, mas penso que a poesia é muito mais feminina, e tenho uma ideia de que, as minhas palavras têm, muitas vezes, os meus anseios femininos, de um homem que é homem, que ama homens, mas que tem, no âmago, alguns sentimentos femininos. Talvez, ter sido criado por mulheres tenha desenvolvido esse meu lado mais sensível de uma outra forma.

Fui reler esse poema - e, sinceramente, leiam com a alma e com o coração, não só com os olhos - e tudo isto, desde memórias da minha própria infância, desde recordar as palavras da Lizbeth, até esta questão dos alter egos ou dos pseudónimos, como queiram chamar-lhes, que achei que valia a pena explorar, mesmo sem chegar a qualquer conclusão, este assunto.

No fundo, queria muito, muito, muito ajudar a Lizbeth a conseguir muitos mais objectivos e queria que ela conseguisse o que precisa para passar à publicação do outro livro que tem pronto há bastante tempo. No fundo, queria muito ajudar-me a mim próprio, a sair de um limbo onde "flutuo" há demasiado tempo, sem que me tenha dado chances para que isso acontecesse. No fundo, acho que, através destas palavras, queria dispersar um pouco de uma tristeza persistente, que me acompanhava há alguns dias, sem que eu tenha escrito sobre isso, sem que eu tenha desenhado. Porque escrever e desenhar, porque criar é libertação e eu vivo abraçado às grades da minha prisão.

 

Blog da Lizbeth Gabriel, autora de The Theater Of Dusk

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