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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

25
Nov16

Sem preconceitos para comigo mesmo

Bruno

Não há muito por dizer. Interessa que, após o afastamento, após o eliminar ou desactivar de algumas contas online, chega a altura em que recupero o que posso e recomeço o que não pude recuperar. Acontece que estou, uma vez mais, perdido entre desejos, vagueando entre mundos, procurando saciar apetites loucos, procurando satisfazer necessidades visuais e carnais. 

 

A pornografia, mesmo que chegue a extremos, é algo de lindo, puro... Muitos chamarão de sujo, mas não há nada mais puro que o desejo. 

As fantasias têm um propósito. E devem ser realizadas. Afastei-me, mas quis regressar, quero essa sensação outra vez. 

Tenho acompanhado um blog, que sendo de uma mulher, mais coragem me oferece para dar o ar de minha graça. Nunca me escondi, nunca me neguei, contudo há sempre uma necessidade de ocultar-me por detrás de uma outra existência. Chamem-lhe de "pseudónimos", "heterónimos", o que melhor vos aprouver. Vou atrás desse anseio, vou atrás dessa voz em mim, que solta as coisas mais íntimas, que descreve pormenorizadamente aquilo que faz, aquele em que pensa, aquilo que fantasia. Falta um nome. Terá que ser algo nocturno, dado que esse bichinho da noite sempre me acompanhou. 

 

Cai a chuva lá fora. 

Quero correr as ruas e estacionar numa arcada, fumar com alguém, rir e falar noite fora, sentir o frio gelar-me e as mãos doerem desse mesmo frio. 

Mas o frio tem-me mantido mais tempo em casa - acho que estou demasiado velho para esta merda. Ou demasiado sóbrio. Uma pessoa nunca tem bem a certeza daquilo que está em demasia. 

 

Sinto aquele anseio de me levantar do sofá em que estou deitado às quatro e meia da manhã, dançar pela casa fora, enquanto esta música e outras tantas tocam no telemóvel. Sinto aquele anseio de encher o espaço de espesso fumo aromatizado, de incenso, acender velas. Sinto desejo de várias pessoas. 

A noite é minha mãe. A noite é minha irmã. E é qualquer coisa de sério para mim, a noite. 

 

 

(fecho os olhos e, no meu imaginário, um por um, vão caindo os meus inimigos. E isso é o bom de uma imaginação que não pára e demasiado fértil, que é poder livrar-me de todos, não sei quantas vezes sequer, sem cometer qualquer crime. )

 

 

A noite chama por mim. 

As boas notícias têm chegado, têm caído. Falta um último detalhe e ninguém me pára. 

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