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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

29
Nov16

Quero ser a sombra, desvanecendo-se na noite

Bruno

Subindo e descendo as ruas desta cidade, não quero ter que falar com estranhos, ainda que os olhe com curiosidade. Não quero grandes interacções com as pessoas, sem aquela que tenho que ter no café. Isso já me é o bastante. 

 

Tantas noites nas bombas. E falo, animadamente, com duas funcionárias. Graças aos outros ou mantinha a distância. 

 

Nem os amigos quero ver. 

 

Entendam, não é que goste, mas sinto-me bastante mais confortável assim. É muito mais confiável esta interacção comigo, do que com os demais. 

Ninguém o diria, subindo ou descendo a rua a meu lado, vendo a quantidade de gente que conheço e com quem falo, mas é assim mesmo. 

Entendam, não é que não goste das pessoas, é mesmo porque não confio nas ditas. Eu converso. Rio. Estou ali, se conheço. Se desconheço, se são amigoa de amigos ou algo que os valha, nem me meto. Remeto-me ao meu canto, ao meu silêncio, à presença silenciosa, que faz com que não reparem em mim. 

Claro que não isto não é sempre. Claro que não sou sempre uma sombra na noite. Já encontrei, em Lisboa, na madrugada, gente conhecida "da zona". Ou melhor, gente que me reconheceu. Mas não é algo que me agrade, não é algo que me anime.

 

Quero ser a sombra silenciosa, que passa e que se some na noite, sem que dêem pela sua falta.

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