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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

30
Jan17

Quando páro para tentar adivinhar da vida

Bruno

Às vezes, páro para ver o que a vida já foi e o que a vida é. Páro para ver quem já esteve e quem está, quem já não está. E pergunto-me, muitas vezes, será que toda vida é assim? Uma constante de ganhar e perder? Mais de perder do que ganhar?

Às vezes, olho as paisagens à minha frente e recordo as terras que já vi, em que já estive. Olho as ruas da minha cidade e recordo, com carinho, como eram dantes: antes das obras que as mudaram, antes das pessoas que foram embora ou que morreram e que tornaram, inevitável, o sentimento diferente. As questões são mais que muitas, mas não valem de muito. As coisas são o que são e a vida é aquilo que é. Há coisas que podemos mudar, outras não se pode fazer nada por isso.

Às vezes, penso que deveria sair de casa e esquecer os sentimentos. Sair e dar umas voltas, mas acabo por preferir ficar cá dentro e evitar encontros.

Às vezes, imagino que seria bom desaparecer por uns tempos. Sem rumo, sem destino, para pôr as ideias em ordem. Para pôr o coração em ordem. Mas é inutil: onde quer que vamos, os sentimentos e as recordações vão connosco. Resta-nos ficar com tudo aquilo que ganhámos e perdemos nesta vida, onde quer que vamos, não importa o que façamos. 

 

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