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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

18
Fev17

Procura

Bruno

Perdi o rasto ao que procurava. Perdi o caminho que tomava. Perdi os gestos que tracei pelo ar, em noites de ócio, em noites de puro lamento.

Perdi. Tudo. Todos. 

As noites tornaram-se mais escuros. Obscureceu o meu olhar. Torna-se parte de uma vigilância, a vigilância que faço do meu caminho, que durará enquanto viver, trazida como herança das minhas noites da rua.

A minha procura tornou-se mais. Suave é a noite gélida, que me abraça com o frio que me oferece. Os corredores de uma catedral, onde me comeram, canibais, onde me desfizeram, deixando-me sem um pingo de decência. Fui tornado monstro, em eterna busca de paz. Os corredores de uma catedral, onde morreu a minha dignidade, onde caminhei séculos sem fim. Lá em cima, perdido no cosmos, nas estrelas que brilham (alma humana, eternas), está toda a minha essência. Lá em cima e em cada réstia da minha essência, está tudo quanto ambiciono, sem saber que ambiciono, porque ambiciono.

A minha procura tornou-se algo. E defino nesta imensa decadência. 

Falo tanto de uma procura. Não me perguntem o que tanto procuro, pois também não sei.

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