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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

01
Ago17

Pensamentos ao entrar nos 30 anos

Bruno

Acabo de ver uma coisa no Twitter, que me irritou solenemente. 

Há dois blogs que, de há uns anos para cá, comecei a seguir. Já mencionei esses blogs, o Dezanove e o Escrever Gay, que entretanto mudou o nome para Esqrever. Blogs esses que já aqui mencionei, pelos piores motivos. Blogs esses que, em comentários, já referi e sobre os quais obtive concordância, pelos mesmos motivos.

Comecei a seguir esses blogs, por querer sentir que houvesse um sítio onde pudesse encontrar-me. Acontece que, tal como acho de muitas pessoas aí fora, nesse mundo, não querem saber de igualdade de direitos; quer-me parecer que desejam forçar os outros a colocá-los num qualquer pedestal. Tal como já me ter sido atirado à cara, em resposta a comentários a alguns textos com os quais tive uma discordância enorme, que eu, como homossexual, tinha a obrigação de ser um activista dos direitos da comunidade GLBT. Ou, mais recentemente, fora desses blogs, alguém prácticamente acusar-me de Nazi, por eu defender o Catolicismo. Este último ponto levou-me a colocar a seguinte questão, que repito: por que é que é moralmente errado atacar o Islamismo, atacar o Judaísmo é anti-semitismo, mas já parece ser aceitável e práctica de famílias de bons costumes atacar o Catolicismo? Ou porque é que um branco tem que pedir desculpa por ser branco, mas um preto pode fazer os piores comentários face aos brancos (aos Portugueses, no meu ver) e já é desculpável?

Estes blogs e as pessoas que neles escrevem têm merecido o meu descrédito total, desde que comecei a segui-los. O próprio pessoal do blog, nas suas contas pessoais, já achou por bem atacar-me no Twitter, quando mostro o meu desagrado ou a minha discordância com o que quer que seja.

Enfim, talvez devesse estar a dormir. De manhã, tenho coisas a tratar. E à noite, vou celebrar o meu aniversário com o de uma amiga, que acabo de entrar nos 30 anos. Anseio pelo fim da semana, para rumar ao norte. Ir para a aldeia e não ver quase ninguém durante quase um mês - de futuro, quero mudar-me para essa aldeia, como há muitos anos o anseio, esquecer que há pessoas e um mundo fora daquelas velhas ruas, quase abandonadas. 

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