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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

10
Jul16

Mentiroso

Bruno

Não me procurem nas noites de festa. 

Não me procurem nas ruas. 

Não me procurem num dia de sol. Nem à chuva. 

Não me procurem num sorriso. 

Não me procurem entre as gentes. 

Não me procurem numa casa vazia. 

Não me procurem. 

Podem encontrar-me. Podem gostar (ou não! ) do que encontrem. 

Não quero mais. Não quero proximidade. Não quero gentes. Não quero mais vida louca, não quero mais vida boémia. Não quero uma casa, nem uma rua. 

 

Tequila. 

O remédio para a alma e para o tédio. 

Onde se encontram os mortos e os vivos, os alegres e os tristes, os solitários e os que nunca se sentem sós. 

Onde acaba o mundo e onde começa a vida. 

 

Não me procurem. 

 

No fundo da garrafa de Tequila, estará a minha alma e o meu coração. 

Um cigarro ou uma ganza. 

 

Quero mais de tudo. De todos. 

Quero mais. 

E não quero nada.