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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

20
Set16

Melancolia

Bruno

Um dos meus bens mais preciosos, é a minha melancolia. É como aquela jóia especial, que só se utiliza em certas ocasiões.

 

Não sei bem o que existe na melancolia. É doce. É uma coisa tão bela e tão fria. No fundo, tudo quanto é belo, é triste. E há uma imensa beleza na tristeza. Não consigo explicar. 

 

A melancolia tem-me feito algumas visitas. O fim do Verão, os dias nublados ou chuvosos e mais curtos. As folhas que começam a cair das árvores. 

Preparo a chegada do Outono, com sementes de flores, que me trarão as boas novas de Primavera, se não morrer até lá. Não sei o que há na melancolia que traz o Outono ou no Outono que traz a doce melancolia, fina como cristal, perfurando no mais fundo da minha alma. 

 

Há-de haver uma altura (como nunca deixa de ser), em que, mesmo estando estupidamente ocupado, mesmo estando a fazer graçolas e a contar piadas, a minha mente (ou a minha alma? ) estará perdida na imensidão da melancolia. A melancolia ansiosa ou a ansiedade melancólica. Viverão uma sem a outra? 

 

Suspiro. É o que mais faço ultimamente. Tento disfarçar, para não ser incomodado por quem anda à minha volta - tal como escrevo este blog, sem publicitar no meu Facebook, ao contrário das Crónicas da Vítima e do meu blog mais antigo, escrito única e exclusivamente em Inglês. Quero este canto só para mim, apesar de nem sempre mostrar aos meus "círculos" aquilo que por lá vou escrevendo. 

Suspiro disfarçadamente e este blog é o meu suspiro. 

 

Talvez devesse abrir-me mais com os outros, como esse meu encontro me aconselhou, deixar que as pessoas penetrassem na imensidão da minha alma e da minha mente, mas sou incapaz de fazê-lo. 

Não sei como falar com eles. Não consigo falar com eles. Acho que se abrisse a minha mente, a minha alma, a qualquer um deles, ficariam a pensar que sou estupidamente estranho. Outros, conhecendo a minha natureza, andariam sempre em cima de mim, com receio de um qualquer pensamento ou acto suicida, talvez auto-mutilador (embora esta segunda opção, já me tenha passado pela cabeça várias vezes).

 

A querida melancolia está de volta. E pode trazer consigo a minha necessidade compulsiva de escrever. 

 

Boa noite (ou bom dia, para quem está a acordar agora).

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