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O fumo do meu cigarro

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Livros, pensamentos e outras coisas de 2017

Dezembro 22, 2017

Bruno

Vi a tag do sapo, face 'ao melhor de 2017'.

Lembram-se de quando diziam que 2016 tinha sido mau? 2017 foi péssimo, sob vários aspectos.

 

Vendo essa Tag, lendo dos destaques deste ano, recordo-me que o Sapo me destacou um texto, escrito em Maio. Acho que nunca agradeci à equipa do Sapo. 

O texto falava sobre um desaparecimento no mar, de um rapaz que frequentava o café onde eu trabalhava e que se tornou um amigo. Até hoje, não houve qualquer aparecimento. É parte daquele mar. (O texto destacado pelo Sapo )

 

Contudo, 2017 não foi todo mau. Não termina da melhor das maneiras, mas não foi tudo mau.

Esta música é uma das coisas boas de 2017 - uma, entre muitas.

A autora que eu tenho tentado publicitar - e se gostam de ler, considerem isto uma espécie de anúncio improvisado, :D - continua a tentar vender mais livros, mas consegui que ela tivesse mais um leitor e uma classificação com crítica na Amazon, onde o livro dela é vendido, o que lhe deu a décima revisão que é necessária, para que a Amazon lhe dê mais alguma visibilidade. Deixa-me feliz publicitar uma escritora, que começou agora a publicar, mas cujo estilismo escrito e conteúdo adoro. Fiz algum sentido aqui? Acho que falhei qualquer coisa...

Adiante, eu deixo sempre a ligação para o blog dela, onde, melhor que ninguém, ela explica o livro, faz outros textos, em que explica, demasiadamente honesta, toda a dor que tem sido não atingir aquele patamar, para o qual já trabalhou tanto. Por isso, se tiverem curiosidade, espreitem o blog da Lizbeth: https://lizbethgabriel.blogspot.com

O livro de Lizbeth Gabriel, "The Theater Of Dusk", é uma colecção de 13 contos que ela escreveu durante 9 anos. Ao longo de 9 anos, Lizbeth absorveu a essência mais negra do ser humano. Morte, suicídio, BDSM... todos esses contos, com uma vertente maioritariamente adulta, têm uma forte e impactante mensagem. Todos esses contos, têm aquela essência de mexer connosco e com o mais íntimo de nós, deixando-nos adivinhar aquilo que já sabemos tão bem: nada é o que parece.

Deixo-vos só a leve sensação, aquela doce intriga, de que algo começa demasiado doce. Muitas cores, que se tornam um pesadelo. E ficamos livres. Acham que se atrevem a acompanhar-nos? Atenção se forem alérgicos a gatos. O livro tem muitos! :)

É um livro a ter a consideração. Se conhecerem Howard Phillips Lovecraft, se gostarem do estilo de escrita, é uma das referências que posso oferecer. 

Entretanto, a minha amiga de cartas, a minha correspondente de Trinidad & Tobago, Shivanee Ramlochan, publicou o seu primeiro livro de poesia. Não o li, mas conheço a força das palavras dessa mulher. Shivanee é uma mulher do Caribe, num mundo perigoso, onde mulheres são alvos de assédio, violação, todos os tipos de violência. Shivanee é uma mulher furacão, que transparece todo o seu ser, toda a essência para as palavras que escreve. O seu livro de poesia, "Everyone Knows I Am A Haunting", pela Peepal Tree Press. Se gostam de poesia-sentimento-crueza-verdade-vida, devem ler este livros e estes versos.

Como disse, não li ainda o livro, pelo que não posso fazer uma verdadeira crítica ao mesmo, mas posso tentar sempre mostrar ao mundo quem me inspira de verdade, quem tem algo a dizer, num mundo de conversas vazias e lutas desnecessárias, quando há quem sobreviva e seja mais, sem o querer ou ambicionar, mas por SER.

Pesquisem a Shivanee e a Peepal Tree Press e encontram tudo aquilo que precisam para chegarem ao livro e à mulher por detrás desse livro.

 

Tenho um projecto de escrita com uma outra amiga correspondente. Thina Curtis, do underground Brasileiro, de Santo André, São Paulo.

Conheci a Thina através de uma carta que recebi no correio, há vários anos, com uma das suas zines, "SpellWork". Ainda que não fosse por cartas, mantivemos o contacto através do Facebook e fomos sempre trocando várias impressões. Recentemente, a Thina fez-me uma proposta para um projecto. Não quero revelar muitos detalhes, mas com tudo o que tem acontecido, deixei-me ir abaixo e "abandonei" algumas coisas. Não está esquecido, mas já estou acontecido trabalhar em algumas ideias (mentalmente, claro x)). Há um blog ligado a um projecto da Thina, mas não sei até que ponto ela está envolvida no blog ou quão activo está. https://fanzinada.blogspot.com mas podem sempre espreitar.

 

Como vêem, nem tudo foi mau.

Quis aproveitar só isto, para fazer a dita publicidade gratuita e espontânea. Não estou a ser pago para nada disto, trata-se de amizade, amor à arte, reconhecimento de quem vale a pena ser visto, lido, sentido.

 

Esta música, que está a tocar repetidamente nos meus fones, foi uma entre várias, que 2017 trouxe. Vários artistas de que gosto, destes já reconhecidos, lançaram várias músicas este ano.

Mas esta música tocou-me especialmente. 

 

Acabo de apagar tres parágrafos, de uma lamúria estúpida. 

Eu embirro com as pessoas. E, as pessoas, têm atitudes que me irritam solenemente. Há pessoas, que só o acto de respirarem já é uma afronta, mas, prontos... 

 

Tenho que parar com esta mania de preocupar-me com o que dizem ou pensam. 

 

Bem, para este texto, acho que já vai sendo tempo de fechar. Nada do que eu escreva, será "o melhor de 2017". 

E, uma vez que vou no embalo, acho que vou escrever outro texto. E, ao invés de ir para outro dos meus blogs, vou escrever aqui mesmo.

 

Hasta luego.

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