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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

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Leitores que não me fazem falta alguma

Março 10, 2017

Bruno

Como é que posso escrever as coisas que vão dentro de mim, se nem eu as entendo, se nem eu as consigo acompanhar? Como é que posso escrever aquilo de que não falo, se não consigo atingir um entendimento dessas mesmas coisas?

Devo dizer que não sinto falta de análises ao meu jeito de escrever, à minha forma de viver. Aceito que comentem o que escrevo, aqui ou ali, aceito que dêem a sua opinião sobre o que leram, que dêem impressões sobre o que sentiram ou retiraram dos textos em questão, mas admito que há leitores que não fazem grande falta, especialmente quando insistem que acham que a forma como vivo a minha vida é errada - assim não tenho conversas. Não tenho que falar do que me dói, não tenho que explicar porque me sinto triste ou em baixo.

"Antes, chorávamos para chamar a atenção. Agora, choramos baixinho para não ter que explicar o motivo!" 

Uma das melhores e mais verdadeiras frases que já li. Acho que, de certo modo, o facto de não ter que explicar o por que é que escrevo aquilo que escrevo, é que faz com que me vire para a escrita, ao invés de procurar alguém com quem falar. Se bem que, quando desenhava, sentia-me muito mais "limpo", muito mais purgado... sei lá, nem interessa já. Há muito que não desenho, especialmente com aquela frequência com que o fazia. Admito que me faz muita falta, mas simplesmente foi ficando de parte... e ficou uma parte muitíssimo importante de mim posta de lado.

Por isso mesmo, quando pensei nos meus leitores, aqui ou ali, lembrei-me que há pessoas que, por muito que parecesse uma boa ideia ao princípio, não me tem feito grande falta. E, talvez, eu não faça falta na vida delas - ou talvez me leiam secretamente, tentando regozijar-se com os meus momentos de dolorosa lucidez, em que percebo tudo aquilo que se passa à minha volta, escolhendo afastar-me, escolhendo dar os meus passos pela penumbra dos espaços, para que não me notem, para que não me vejam, para que não me sintam.

É por isso que, leitores que tentam refutar o meu estilo de vida, refutar as minhas escolhas de vida, as minhas escolhas sentimentais (ou a escolha da falta de vida sentimental), leitores que tentam debater e rebater aquilo que eu acho mais apropiado à minha vida, não me fazem a mínima falta!

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