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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

31
Jul16

Furacão

Bruno

 Há toda uma imensidão dentro de mim. Um deserto estéril, onde floresce uma estranha cidade. 

Esse deserto, é a minha alma, o meu coração. Esse cidade, é o que se passa na minha cabeça.

 

Li um texto d'O homem certo, sobre verbalizar os sentimentos. Algures pelos comentários, li sobre como é bom fazê-lo, mesmo desabafando as agruras da vida com os amigos. 

Guardo as coisas dentro de mim. Não sei desabafar com os outros, não gosto da ideia de fazê-lo, não quero fazê-lo. 

E por que é que afirmo isto? 

Porque ando há vários dias com um humor de merda, porque passei o último dia com uma vontade enorme de chorar e nem isso consigo fazer, mesmo estando sozinho, sem ninguém que procure saber o que se passa. 

 

Passei as piores fases da minha vida a sentir-me só. Passei os vales da morte, rastejei na lama e fui traído quando confiei. Precisei de um ombro amigo, que só oferecia competição. 

Estou aqui. Sobrevivi. Contudo, as marcas que trago, tornaram-me frio, amargo, sem desejo, nem à-vontade de confiar nos outros. Vou escrevendo, aqui e ali, sem nunca dar 100%, porque preciso apenas de aligeirar o peso no peito. Mesmo assim, sinto que não vale de nada. A miséria permanece, só altera a ilusão. 

 

As coisas são o que são e as pessoas valem aquilo que valem. E eu posso não valer muito, mas valho bem mais do alguns dos que chamei de amigos. 

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