Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

É desejo ou qualquer coisa

Dezembro 11, 2017

Bruno

 Não interessam as circunstâncias, senão que te aproximaste de mim. As mensagens foram chegando, os teus desejos e as tuas vontades curiosas a crescer imenso. E eu rejeito-te. Não porque não te deseje, mas porque estou além de ti, além de mim, além de qualquer capacidade de oferecer qualquer coisa que seja.

 

Mentalmente, já criei vários cenários: não me encontro contigo, sob as circunstâncias já descritas, perdes o interesse em mim (ou na fantasia que tens de mim) e acabas por ter a tua experiência com outro alguém. Voltaremos a cruzar-nos nesta cidade, que, para qualquer um de nós, é pequena, sem que tu tenhas qualquer ideia de que foi comigo que falaste e eu, a guardar esse teu desejo secreto; de alguma maneira, nem que me canse da tua insistência e revele quem sou, por detrás daquele perfil, descobres quem sou e insistes ou cagas no assunto; se te der o que queres, traço, imaginariamente, os passos possíveis: gostas e ficamos por aí, gostas e começas a querer repetir ou, simplesmente, não gostas e passas para outra; entre querer repetir, começo a traçar a mesma linha do que se passou com um amigo, quis repetir-me várias vezes, ponderando que, talvez, fosse bissexual, achando que poderia vir quando quisesse, esquecendo que eu também posso querer, acabando por ser cortado da minha vida - lamento se não aceito egoísmos; traço que possas querer, nas horas em que te sintas só, além do sexo, alguém que esteja lá contigo e para ti, talvez, sem que estejas para mim - uma vez mais, não aceito egoísmos. Traço imensos cenários na cabeça, apesar de haverem vários que, de certa maneira, acabam por agradar-me.

 

De toda a improbabilidade, o facto de que fosses aproximar-te, mandando mensagens, foi inesperada, ainda que não tenha sido surpresa ou novidade. Já estou habituado a tudo isso.

 

Traço imensos cenários. 

Um deles, o teu corpo nu. O meu corpo nu. Dedos que deslizam pela pele, enquanto outras partes se tocam.

Noutro, fumamos umas, enquanto há sexo (ou não) e possíveis corpos encostados pela noite. Ou pelo dia. Na televisão ou no computador, filmes, séries ou música.

 

Traço bastantes cenários. Mas sei que, no fim de contas, o mais provável seja este afastamento, tal como te aproximaste, porque não estou desejoso de te dizer quem sou: és da rua, street, Thug life. Eu também sou da rua, street life, mas não Thug life. Não tenho paciência para bandidagem.

Conhecemos bastante gente em comum. Somos da mesma cidade. Enquanto eu quis afastar-me, sendo adoptado pela vida, tu adoptaste a vida como tua.

Há traços eróticos de ti, por ti, que dançam frente aos meus olhos. E sorrio. 

Sorrio, porque gosto de como, apesar de teres apenas 21 anos, és mais homem que alguns homens mais velhos.

Sorrio porque gosto da tua atitude.

Sorrio porque é fácil gostar de ti.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D