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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

03
Out16

Coração vadio

Bruno

Coração vadio. Coração promíscuo.

 

Bate mais forte no desejo. Bate mais forte no proibido. Bate mais forte na rua, agora fria. Bate mais forte na vontade das loucuras.

 

Coração vadio. Coração doido. 

 

Bate mais forte sem sentimentos. Bate mais forte nos parques da nossa cidade, com grupos de rapazes, homens, sendo isso mesmo: rapazes. Homens. 

 

Escolhe os caminhos que a vida te ofereceu. Tudo o que te negaram e que, hoje, te é oferecido. 

Escolhe as ruas, amigas perigosas. Escolhe locais isolados ou locais de passagem. Escolhe ser a sombra que desce a rua de madrugada; corpo magro, olhar que percorre as esquinas, gestos só teus. 

Escolhe sem escolher.

 

Coração vadio. Coração tresloucado. 

 

Não escrevo de amor, escrevo por amor de escrever. Não escrevo de amor, não escrevo sobre o amor, que já não sinto, que não valeu de nada ter sentido. O meu amor, é outra sombra nas ruas da cidade, de vida feita. O meu amor é um carro escuro, vidros fumados (qual desses carros? ), que sobe e desce as ruas dessa cidade. 

Quando escrever sobre esse amor, notar-se-à a sombra da melancolia, que paira das sombras da minha alma. 

 

Coração vadio. Coração meu, que queres as ruas da cidade, como um corpo cansado quer uma cama. 

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