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O fumo do meu cigarro

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Conversas sobre o Tinder e outras coisas

Fevereiro 07, 2018

Bruno

Há umas horas atrás,  uma amiga enviou-me uma mensagem no Messenger a perguntar se eu tinha Tinder. Disse-lhe que tinha instalado essa app, mas como me aborrecia, logo a havia desinstalado. Ela disse-me que tinha instalado por estar aborrecida, enviou um screen print de alguns rapazes e fomos conversando.

Entre a conversa, falámos disto mesmo: de aplicações para conhecer pessoas, de conhecer pessoas, de encontros... e, no meio da conversa, apercebi-me de que não tinha um encontro há uns dez anos. Quer dizer, já tive um encontro ou outro, entretanto, mas algo que pudesse vir a ter um qualquer futuro ou em que se pensasse nisso, há uns dez anos que não tenho.

Há dez anos atrás, trabalhava eu numa pastelaria em Benfica, conhecia um rapaz que estava a morar no Bairro, encontrávamo-nos e passávamos alguns momentos, mas foi isso. Ficou por aí. Se não fosse esta conversa, talvez nunca tivesse parado para pensar em quantos anos se passaram desde que houve algo deste género na minha vida. Há dez anos que não tenho ninguém na minha vida, com a possibilidade de tornar-se algo a sério. Pouco depois ou talvez pouco antes, tive ou tinha tido um sentimento estupidamente desenvolvido por alguém que nunca mentiu sobre as suas intenções, pura e meramente carnais, com algumas "origens" em comum e, possivelmente, passámos e amámos os mesmos lugares.

Sinceramente, algures na minha vida, senti que isto não era para mim. E, até hoje, não tive nada propriamente sério: uns namoricos de adolescente, com um bom e puro sentimento, mas ficou-se por aí. Já escrevi, ou julgo tê-lo feito, que já passei por algumas coisas extremamente complicadas e, por elas, passei sozinho. Nestes anos todos, claro que já pensei em mais e desejei mais, mas, na maior parte do tempo, não paro para pensar nas coisas. Vivo e, do jeito que tenho vivido, tenho-me bastado. E não me causa "comichão", mágoa ou ressentimento pensar nas coisas, ou na falta delas, não causa qualquer desconforto pensar que caminho para os trinta e um anos e nunca tive uma relação séria em toda a minha vida. Custa-me muito mais, a eterna melancolia que toma conta de mim, a ansiedade que não me larga da mão...

Como disse à minha amiga, não consigo respirar sem sentir-me irritado. Irrita-me pensar nas pessoas, quanto mais em aturar filhos alheios (e se não entendem o que quero dizer com isto, também não faz nenhum). A minha amiga disse que temos de combinar um café, se não me importar de ter um encontro com ela. E seguiu-se uma troca de gifs.

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