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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

06
Jan17

Às vezes...

Bruno

Às vezes, dá-me para recordar certas coisas, certas pessoas, certos momentos. 

Às vezes, dá-me para sentir o que senti nesses nomentos. Dá-me para desejar o que desejei nesses momentos. Dá-me qualquer coisa... Como se, naquela altura, não fosse quanto bastasse, mesmo que tivessem sido sensações más. 

Hoje, senti na pele, bem no âmago da minha memória, aquela cama de pensão, onde descansei de uma noite de excesso, enquanto outras coisas se passavam à minha volta, sem que me apercebesse, sem que quisesse saber. Hoje, recordei aquele amanhecer na arcada de um prédio qualquer, num qualquer bairro social lisboeta. O descampado atrás. Hoje, recordei o desejo por estranhas criaturas, que, dentro de mim, não seria deste mundo. 

 

Às vezes, dá-me para recordar o extremismo de certos caminhos que escolhi, a vulgaridade de caminhos para outros. Hoje, deu-me para recordar os anseios e os desejos. 

 

Às vezes, recordo e interrogo. Como se valesse a pena e não tivesse tirado lições algumas desses momentos. 

Às vezes, sinto que não quero saber. Porque estou aqui e porque estou bem; porque, apesar dos excessos, sempre me mantive consciente e sempre consegui trilhar o meu caminho, sem grandes desvios. 

 

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