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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

01
Ago16

Aniversário

Bruno

E podem esquecer já os parabéns. 

 

Não sou de celebrar. De facto, em miúdo, desatava a chorar e a berrar quando me cantavam os parabéns. 

Não junto amigos num café ou num bar, para dar a entender a meia cidade que faço anos. Por norma, estes encarregam-se de fazê-lo por mim, mas... Já no ano passado foi tudo muito contido e assim o espero este ano. 

Não gosto de recordar o dia em que vim ao mundo. Para mim, não é sinónimo de celebração. 

A minha mãe perguntou o que eu achava de irmos jantar fora, com a minha tia. Para desilusão dela, disse que não, que tenho que trabalhar à noite. Ela não o disse, mas notou-se que ficou triste (ontem, deixei a minha tia triste com uma outra coisa).

Todos, TODOS os anos, entro numa espécie de depressão profunda por esta altura. Tenho desejos de auto-mutilação, suicídio... Está explicado o meu humor de merda, de certo modo. 

 

Quero chorar e não consigo expulsar as lágrimas. 

Queriam que ficasse na rua, para juntar-me com mais algum pessoal, mas vim para casa, era meia-noite e meia. 

Ficar na rua, para quê? Para fingir que estou feliz e que está tudo bem? 

 

Às vezes, és a luz de uma sala. E de outras vezes, nem te deixas ver. 

 

Que é que se passa contigo? Já falei até com o L. e ninguém entende. Andas sempre por aí, sorrisos, e agora nem reages, andas apático. 

 

É por isto, que me fecho sobre mim. Que me afasto. Eles notam. Todos eles. 

De que serve? 

 

29 anos. E não me parecem. Parecem-me antes 1000 anos em cima de mim. 

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