Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

Amor, tequila, limao e sal

Fevereiro 26, 2017

Bruno

keep-calm-and-tequila-limon-y-sal.png

Muito se fala de amores e desamores. Muito se fala de bem e mal querer. Muito se fala desse mesmo sentimento, de viver uma dessas coisas, uma paixão imensa, violenta, como uma febre de verão, que se torna num desses sentimentos arrebatadores, chamado de amor.

Tenho quase 30 anos (foda-se, até me dói!), NUNCA tive uma relação séria. Não digo que nunca gostei de ninguém, mas convenhamos que escolhi o destinatário errado para o sentimento ("ninguém escolhe as pessoas de quem gosta. Gosta-se e pronto!" Ana Padrão, no filme "Amo-te Teresa"). Durante o tempo da minha adolescência, o amor, uma relação eram as coisas pelas quais eu tinha uma espécie de obsessão. Era um dos expoentes máximos da minha vida, o que queria atingir sabe-se lá para quê. 

Actualmente, sem dar demasiada conversa sobre isto, evito os sentimentos ao máximo (não me venham com a velha conversa de que há-de acontecer quando menos esperar, sem que consiga controlar), evito lidar demasiado com pessoas pelas quais exista a mínima hipótese de desenvolver um qualquer sentimento que se assemelhe a essa coisa. Recordo a última conversa deste género, com uma grande amiga, que me perguntava: "então, puta, quando é que arranjas alguém?" Quando lhe disse que não queria, que não precisava de ninguém, ela disse que eu dizia aquilo agora, mas mais tarde... claro que não irei mudar de ideias mais tarde, como já lhe disse, pois há anos que digo o mesmo, que sigo o mesmo trilho, tendo nas pessoas, com quem me relaciono sexualmente, as minhas presas, com o único e exclusivo intuito de "alimentar-me" e satisfazer-me.

Sinceramente, não sei porque é que as pessoas acham que estar sozinho é mau e assustador. Assusta-me muito mais estar com alguém e sentir-me sozinho, assim como estou no meio da multidão e sinto-me sozinho. Contudo, quando saio sozinho, quando vou ao Bairro beber Tequila ou sangria, na minha própria companhia, são as alturas em que me sinto melhor, mais seguro, mais eu...

Não deixo de achar querido o namoro de uns miúdos que conheço do meu café, de achar maravilhoso o relacionamento explosivo de duas amigas minhas, nao condeno o empenho que as pessoas colocam numa relação, pelo amor que sentem. Mas não quero isso para mim.

 

Este texto está a ser escrito devido a um futuro encontro com a amiga que menciono, sabendo o que ela dirá e perguntará.

4 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D