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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

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Aleatório (primeira parte)

Dezembro 16, 2017

Bruno

É tarde ou cedo. Depende do ponto de vista. 

Estou cansado e impróprio para consumo. 

Cheguei há pouco a casa e ponderei desenhar. Pensei em escrever. Aqui estou. Já não devo desenhar. Não, agora. O cansaço está a pesar. 

 

Não sei se terei algo para dizer aqui. Mas, ao mesmo tempo, é como se existisse algo preso, com uma imensa necessidade de sair. Então, escrevo. Escrevo aleatoriamente, para sentir-me bem.

 

Penso sobre desejos.

Devaneios. 

Pele nua contra pele nua. Um abraço carnal. Um abraço só. 

Penso numa varanda, em noite de lua cheia, o fumo desvanecendo no céu da cidade. 

Penso em silêncio. 

Penso em música (e ouço-a).

Penso nas plantas que trato. No amor que deposito naqueles pequenos seres. Na devoção. Pequenos vasos. Alguns improvisados. Um vaso maior. 

Penso nas palavras que ficam por dizer e nas horas que ficam por viver. 

Penso nas noites. Apenas isso.

Penso em tanta coisa e, até, em coisas que não podem, de maneira alguma, ser transcritas.

 

É tarde. 

É cedo. 

Não sei bem o que é. 

Sei que o sono é o cansaço já pesam. Não o suficiente para impedir-me de enrolar e fumar um cigarro antes de dormir, mas o suficiente para, de alguma maneira, toldar-me o pensamento.

 

Sei que as horas passam e pesam. 

Desse peso, veste-se um sorriso. Uma personalidade animada, até certo ponto, distante... Esquecido do que ia escrever segundos antes.

Mas a ideia está aqui. 

 

Escrevo, porque pareceu-me uma alternativa viável ao desenho. Mas não me parece.

O que é que me impediu de desenhar e pintar durante estes anos? Desculpas: abandonei a escola no meio de uma terrível depressão. Mas, a partir daí, só não evoluí, porque preferi arranjar desculpas.

Técnicas de desenho e pintura? A Internet está cheia de toda a informação.

Desculpas serviram para me escapar de muitas coisas. Deslizo, por vezes, mas reerguendo-me sempre.

Neste momento, a arte tem de servir para canalizar a minha frustração, a minha alegria, o sucesso e o falhanço. Comecei a escrever para complementar a minha forma de expressão e comunicação, não para substituir nada. Esse foi o meu erro e foi, para tudo isso, que arranjei desculpas.

 

É tarde. 

É cedo. 

Quem é que sabe?

 

Vou dormir um pouco. 

Bom dia. 

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