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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

08
Jul17

...

Bruno

Acredita que não sabes no que estás a meter-te. Acredita que não sabes com quem mexes. Pensas que és dono e senhor da zona. E se a zona é a minha, se tenho a gente do meu lado. Do mais jovem ao mais velho.

Podes não ter muito a perder. Eu não tenho nada.

Em breve, espero sair dali. Deixar de trabalhar nesse mesmo sitio, onde passei os últimos três anos. Porque três meses com uma gerência nova foram o suficiente para me esgotar. Porque há coisas que não se admitem, entre elas o levantar de acusações gravíssimas, entre elas o admitir que me repreendam por coisas que fazem dez vezes pior, sejam ou não patrões. 

 

Quem diria, que eu buscaría este propósito, de escrever neste canto para não explodir? Uma outra vez, para não ter a tentação de partilhar a minha insatisfação por escrito no meu Facebook.

 

E que mais? Eu não ia escrever apenas porque estou farto do café em que trabalho... quer dizer, não é do café, nem dos clientes, com alguns dos quais saio e mantenho-me na rua, com os quais criei boas amizades. Mas das gentes para quem trabalho, que estão a consumir a minha energia, a minha paciência e a minha boa vontade.

Contudo, não consigo desenvolver este pensamento para lá disto, do trabalho, daquelas pessoas de merda... nem em horas de descanso (devia estar a dormir, acordo daqui a três horas) eu desligo daquilo. 

Sinceramente, desde o princípio que me preparei para arranjar outro trabalho e vir embora. E, mais do que nunca, preciso de ver disso e passar à frente, a um outro sítio, a outras pessoas, a um outro lugar. Não receio o trabalho e sei o que faço. Sei que faço as coisas bem. E isso é um ponto a meu favor.

 

Queria escrever sobre a noite de névoa e de frio. Sobre as fumaças na rua, com os rapazes e com as raparigas. Queria escrever sobre tantas coisas. As coisas que fazem bem, que me sabem bem. Mas estou sufocado com tanta merda, que quase não faz sentido e que não sai nada de jeito. Acho que vale a pena testar e tentar as teorias dessa jovem rapariga, de desenhar outra vez e esquecer as minhas reservas totais.

 

Tenho que esquecer. E virar costas às coisas e às gentes que me fazem mal. No fim de contas, safo muito mais esses gajos, do que eles me safam a mim.

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