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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

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...

Março 08, 2017

Bruno

Não vale a pena fugir do que somos. Não vale a pena tentar mudar para satisfazer outros. 

Não vale a pena procurar uma outra ruela: há ruas que nos tomam como suas e que tomamos como nossas. Olhamos por cima do ombro, mas mesmo os mais perigosos conhecem-nos.

Não vou andar a divagar sobre sentimentos lúgubres. Não andarei perdido por mágoas. Não esta noite, em que o nevoeiro engole a cidade.

Não sei o que diz o teu olhar. Não sei o que diz o teu sorriso. Não sei o que diz o teu jeito de falar-me. Nem sei se diz algo de especial, nem mesmo a tua estranha felicidade por fumares uma ganza comigo pela primeira vez, em alguns anos que nos conhecemos. Seja como for, não estou disposto a tentar decifrar um código qualquer, que, muito provavelmente, não existe sequer.

Não irei em busca de um impossível. Não irei em busca das areias do meu deserto amado e fantasiado. Não irei em busca de mim, com gestos traçados pelo ar.

Hoje, esta noite, vou ficar somente a sentir a música. Daqui a pouco, tenho que deitar-me. Em poucas horas, levanto-me. Em poucas horas, o que não acontecia há uns tempos, toma forma. O começo de uma mudança, há muito ansiada.

Não vou, simplesmente, prender-me às ilusões. Não vou falar das minhas mágoas. Não, aqui.

Vou simplesmente aproveitar a minha "viagem", sem quês, sem porquês. Simplesmente, sentir.

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