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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

09
Mar17

25°C

Bruno

Nada.

Nada como estes dias quentes. Dias que tornam a escuridão dentro da minha alma mais pequena. Como se apenas uma noite de tormenta se tivesse passado e, de manhã, fosse um dia esplendoroso cheio de promessas.

Nada como pornografia barata, cigarros e a imagem do teu olhar. O fantasiar com o teu gemido, enquanto me respiras no pescoço. Nada como as ruas do ghetto para que me sinta vivo, nem como as promessas vazias, que abraçamos como se fossem um imenso tesouro. Nada como sorrisos infantis, em meninos homens, que sabem o apreço que um tem por si, que fazem por ter quem lhes gosta por perto - e se nada fizer sentido, sorriem.

Nada como a fantasia mais suja e mais selvagem, nem como a promessa de mais um dia, para que se desapareça a marca da dor. Até regressar. E, até então, vivemos como se fosse o último dia.

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