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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

18
Ago17

25 factos sobre mim

Bruno

O Olavo, O Escritor Mascarado, fez uma ligação para o meu blog, com um interessante desafio, como, de vez em quando surgem, inspirado nos vlogs de alguns YouTubers de que gosta. Ainda que não seja fã de vlogs, talvez por não ter por hábito assistir a nada do género, achei o seu desafio super interessante e achei por bem tentar fazê-lo. Não garanto que consiga dar 25 factos sobre mim, mas garanto que vou tentar. 

 

1) enquanto adolescente, assumi uma identidade que, até hoje, deixou as suas marcas, por ter sido a única que me deixou confortável comigo: assumi a postura de gótico;

2) sou homossexual parcialmente assumido. Quer dizer, não digo aos sete ventos, mas não o escondo e não o assumi perante a família;

3) ainda face à sexualidade, não consigo rever-me em conceitos que alguns blogs, vocacionados para a "comunidade" GLBT, tentam colocar-nos. Dizem que rótulos são para as coisas e não para as pessoas, mas rotulam-se eles mesmos; disseram-me que tinha, como homossexual, uma obrigação de ser activista; vejo constantes ataques à Igreja católica, tendo sido rotulado de Nazi por defender a mesma, face a um comentário que me desagradou; não me revejo no exagero de coisas que apregoam, que os levam a exigir, a meu ver, um "posto" especial, ao invés da igualdade que tanto clamam; não creio que, a maioria de quem defende os autores desses mesmos blogs, viva num ambiente de gueto ou não fariam tanto alarido, às vezes, por coisas mínimas; poderia até continuar, mas a lista é demasiado extensa e o meu simples pensamento já faz com que muitos outros homossexuais me detestem, o que não me incomoda minimamente;

4) já sofri de depressão, bastante profunda, tendo cicatrizes nos braços de auto-mutilação. Actualmente, não me sinto como se estivesse em depressão, ainda que, por vezes, tenha uma visita dessa velha amiga e os pensamentos suicidas continuem uma constante. Tenho memórias desses pensamentos, de quando tinha cerca de três anos;

5) quando era mais novo, queria ser maquinista. Entretanto, artista. E, apesar de limitado, tenho algum conhecimento das artes e saudades desses escape, apesar de não acreditar que ainda possa fazer alguma coisa nesse campo;

6) tenho um gosto musical amplo, ecléctico, muito próprio, sendo o Fado e o Doom Metal os estilos musicais que mais me agradem. Também adoro música com coros;

7) estou de férias naquela que considero a minha terra. Uma aldeia quase vazia, com montes de verde à volta, ao invés de prédios, que vejo da minha janela. Desde pequeno que quero mudar-me para cá. A urgência nesse anseio, do isolamento, do distanciamento das cidades, do distanciamento da maioria das pessoas, é cada vez maior;

8) amo animais, com maior preferência pelos gatos e felinos no geral;

9) assumo o meu enorme orgulho em ser Português e, como o meu grande amor, tenho o meu país. Posso não ser o maior conhecedor da História do mesmo, posso, por vezes, não ter a visão mais acertada das coisas, mas coloco o meu país à frente de algumas liberdades;

10) adoro fumar ganzas;

11) não bebo álcool quase nenhum e, quando bebo, quase sempre acabo bêbedo. Prefiro fumar umas a beber;

12) detesto cerveja e vinho, adoro shots de tequila e adoro licor Beirão;

13) considero-me esquisito: ora estou certo e seguro de mim mesmo, ora vacilo em imensa insegurança, dúvidas e incerteza;

14) adoro escrever versos. Podem não ter grande valor, mas tento ser o mais verdadeiro possível. Mesmo assim, era mais eu nos desenhos que fazia;

15) conheci a morte de perto e já perdi bastantes pessoas. Não me assusta morrer, somente sofrer, especialmente na dependência de outros;

16) não me vejo numa relação. Nunca tive nada que pudesse assumir como tal e duvido que venha a acontecer, agora com 30 anos. Lido extremamente mal com sentimentos e não consigo gostar de ninguém;

17) já mencionei a minha aldeia, mas campo e praia são onde me sinto feliz. Talvez quando vier para cá, aprenda a trabalhar o duro do campo. Apanhar amoras, o que é levíssimo em comparação com o verdadeiro trabalho de campo, é do género de coisas que me deixa felicíssimo e nem dou pelo passar do tempo. Também adoro flores;

18) odeio bisbilhotice e má língua. Claro que, de tempos a tempos, também passo por algo de bisbilhotar, mas é algo que evito;

19) adoro a noite. O dia é mágico, com a vida e com toda a luz, mas há qualquer coisa na noite, que desperta os meus instintos;

20) não acredito na diversidade de gente, de culturas, nem acredito que, tanta mistura, funcione. Tal como referi em cima, o ambiente de gueto em que vivo numa base diária, em que sinto ter que pedir desculpa por ser branco, em que sou alvo preferencial de assalto por branco e português, em que vejo estrangeiros no meu país, a cuspir no nome do país que os alimenta, faz-me ter esta percepção. Respeito, no entanto, quem tenha uma visão diferente da minha;

21) sou sarcástico. E é mais notável, o meu sarcasmo, quando estou de mau humor;

22) apesar do meu jeito meio triste, adoro humor e adoro rir. Adoro ser palhaço. Adoro mascarar-me e fazer rir ou assustar os outros;

23) adoro calor e adoro frio. Adoro ficar em casa, enrolado numa manta ou em frente da lareira, se estiver no campo, ou apanhar sol e sentir o calor. Adoro o renascer do mundo na Primavera ou ver as árvores à despir-se no Outono, com a chuva que cai. Adoro trovoada;

24) acredito na pena de morte, em alguns casos (se virem, por exemplo, o caso de violações de menores ou os casos de violação em grupo, na Índia, acredito na pena de morte, antecedida de tortura, quando a culpa é provada. Acredito em queimar os incendiários, nos fogos que atearam, ou numa fogueira em praça pública, entre muitos e variados casos);

25) se existe o negócio do papel, acho que, por cada árvore abatida, duas ou três deveriam ser plantadas, respeitando sempre a espécie nativa e nunca alterando o eco sistema, pelo que seja mais rápido de crescer. 

 

E aqui ficam estes 25 factos sobre mim, está estranha criatura. Não marcarei ninguém para dar continuidade a este desafio, especialmente pela dificuldade que toma em fazê-lo no telemóvel. Contudo, a quem ler isto, a quem ache este desafio interessante, insto-vos a tomá-lo e a fazê-lo, pois é muito interessante e muito engraçado. 

Agradeço ao Olavo por ter-me marcado, apesar da minha ausência por aqui, nos últimos tempos, devido à falta de palavras. 

 

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