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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

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Mark Salling: pedofilia e suicídio

Janeiro 31, 2018

Bruno

Alguém que tenha visto ou acompanhado a série "Glee"?

Ontem, ao ver o Facebook, deparei-me com a notícia de que um dos actores dessa série morreu. Ao que tudo indica, foi suicídio por enforcamento. Acontece que Mark Salling tinha sido apanhado na posse de centenas (ou milhares) de ficheiros com arquivos pornográficos de teor pedófilo: acusado e tendo assumido a culpa dos factos, uma sentença estaria para sair. Mark Salling suicidou-se por enforcamento e, enquanto o assunto do suicídio toca-me particularmente (depressão, com tendências auto-mutiladoras e muitos, muitos devaneios suicidas), a parte da violação também. E torna-se, especialmente, grave, quando se trata de crianças. 

Depois de ler esta notícia, avancei para o Twitter, onde consigo sempre acompanhar noticias em tempo real e tudo o que se fala. Lá, várias pessoas, das quais eu faço parte, diziam que ele matou-se tardiamente. Outras pessoas, chegam ao cúmulo de dizer que o "homem" cometeu um erro (desculpem?) e que merece respeito na hora da morte, que nenhum suicídio deve ser celebrado. Sinceramente, por muito que a pedofilia possa ser considerada um transtorno mental, não consigo deixar de sentir uma pontinha de felicidade ppr haver menos um predador de crianças à solta (ok, admito, estou feliz demais). Não consigo suportar a ideia de que hajam pessoas que, do alto da sua suposta sanidade mental, ainda consigam desculpar actos tão vis como a pedofilia, a posse e a distribuição de pornografia infantil, tentando amenizar estes actos, só porque é um actor "rico, bonito, bem sucedido". Na minha mente, por muito que eu seja compreensivo para com o suicídio, tentando o máximo para ter acessível a ajuda a quem dela precise, e não sentir uma pontinha de felicidade por saber que há um monstro a menos no mundo, mesmo que a saída escolhida tenha sido trágica, tudo por se acobardar e fugir à pena.

As pessoas que defendem ou tentam amenizar estes actos, mesmo que usem a desculpa de que "estão tristes pela personagem" e não desculpem os actos vis do actor, as pessoas que dizem que é um mero "erro" do mesmo, não devem, na minha humilde opinião, ter filhos e, se os têm, puta que pariu, que tipo de pais serão! Concordo que o suicídio é algo que não deve ser celebrado, mas em casos destes: é pouco e, na maioria dos casos, tardio. E é em casos destes, que eu vejo que a pena de morte faz falta. Sinceramente. 

Já tive mais medo de perder as pessoas

Janeiro 30, 2018

Bruno

Aliás, muito mais. Deixava que me pisassem e abusassem da minha paciência, criticando sempre as minhas escolhas, abusando da minha boa vontade, entre tantas coisas mais, sobre as quais era estupidamente permissivo. 

Hoje em dia, afastar-me, quando sinto que abusam da minha confiança, quando acham que sirvo de "saco de pancada" ou que podem fazer sugestões nada bem vindas, é obrigatório para a minha sanidade mental.

Há pessoas que dizem conhecer-me bem e acham por bem ultrapassar os limites. Esta noite, usufruo da minha liberdade de beber café afastado dessas mesmas pessoas. Não sabem comportar-se, respeitar opiniões alheias, nem agir de forma conveniente, não contem com a minha presença.

E é isto! 

Sobre poesia, escritos e pseudónimos. Sobre a vida.

Janeiro 26, 2018

Bruno

"Another Birth" Forugh Farrokhzad

 

Desde pequeno que sempre fui bastante imaginativo: no infantário, diziam à minha mãe que eu inventava uma mosca com que me distrair. E eu guardo na memória, ter três ou quatro anos, caminhar sozinho no recreio de um infantário em Lisboa, pensando em coisas como a morte e algumas transformações da vida. 

No início deste texto, deixo o link para o poema que partilhei aqui no blog e que, antes de aqui escrever, reli. (às vezes, por muito que tentemos, não conseguimos deixar de desiludir alguém) Esse poema, não há muito tempo, tornou-se o meu favorito. 

De há uns tempos para cá, voltei a lançar uma espécie de publicidade bastante "pesada" ao livro "The Theater of Dusk" de Lizbeth Gabriel. Lizbeth lançou, há poucos dias, uma espécie de concurso no Facebook, em que o vencedor tem direito a um e-book gratuito; melhor dizendo, o vencedor ganha esse mesmo livro, em formato electrónico, bastando para isso gostar da página dela do Facebook, partilhar a publicação do concurso e comentar o nome do vosso vampiro favorito. No entanto, desde que o livro saiu, há dois anos, ela luta desesperadamente para vender mais, para conseguir que as pessoas, além de comprar e lerem o livro, deixem uma nota e uma crítica ao mesmo, na plataforma da Amazon, de onde o livro é vendido. Aqui estou, tentando que participem mais algumas pessoas no concurso, que comprem e leiam o livro e que deixem as ditas críticas na Amazon.

Para lá disto, vinha mencionar outras coisas face a isto: como já disse, fui reler o poema, que se tornou um dos meus favoritos. Enquanto o lia, fazia uma imagem mental, muito própria, do ambiente em que se passa o poema. Enquanto isso, pensei no quanto, ainda que leigo, gosto de poesia e de pensar que escrevo. Há uns tempos, creio que foi a Lizbeth que escreveu no seu blog (https://lizbethgabriel.blogspot.com - copiem e colem no browser, que estou com um certo problema a conseguir inserir links, deixando os mesmos de funcionar quando meto um espaço) que no mundo literário os homens são levados um pouco mais a sério. Creio que, além disto, ela especificou diversas problemáticas que a levaram a julgar isto, a considerar e a ponderar escrever sob um pseudónimo masculino. E é aqui que regresso ao meu ponto inicial: uma vez mais, relendo o poema e fazendo aquela imagem mental do tempo e dos espaço do poema, imaginando as ruas, os rapazes no beco, a sala e o fumo do cigarro. Aquele pensamento de quanto eu gosto de poesia, mesmo sendo um mero e estúpido leigo, do quanto até gosto de escrevê-la e, face aos pseudónimos, já eu pensei em, caso conseguisse publicar alguma coisa, utilizar um pseudónimo feminino. Porquê? Não sei explicar bem, mas penso que a poesia é muito mais feminina, e tenho uma ideia de que, as minhas palavras têm, muitas vezes, os meus anseios femininos, de um homem que é homem, que ama homens, mas que tem, no âmago, alguns sentimentos femininos. Talvez, ter sido criado por mulheres tenha desenvolvido esse meu lado mais sensível de uma outra forma.

Fui reler esse poema - e, sinceramente, leiam com a alma e com o coração, não só com os olhos - e tudo isto, desde memórias da minha própria infância, desde recordar as palavras da Lizbeth, até esta questão dos alter egos ou dos pseudónimos, como queiram chamar-lhes, que achei que valia a pena explorar, mesmo sem chegar a qualquer conclusão, este assunto.

No fundo, queria muito, muito, muito ajudar a Lizbeth a conseguir muitos mais objectivos e queria que ela conseguisse o que precisa para passar à publicação do outro livro que tem pronto há bastante tempo. No fundo, queria muito ajudar-me a mim próprio, a sair de um limbo onde "flutuo" há demasiado tempo, sem que me tenha dado chances para que isso acontecesse. No fundo, acho que, através destas palavras, queria dispersar um pouco de uma tristeza persistente, que me acompanhava há alguns dias, sem que eu tenha escrito sobre isso, sem que eu tenha desenhado. Porque escrever e desenhar, porque criar é libertação e eu vivo abraçado às grades da minha prisão.

 

Blog da Lizbeth Gabriel, autora de The Theater Of Dusk

Pessoas inconvenientes

Janeiro 26, 2018

Bruno

Há pessoas tão parvinhas, tão estúpidas e inconvenientes, que acham que o incómodo que os outros sentem é que uma inconveniência e uma estupidez. Depois choram, porque vêem-se sozinhas. Pudera! 

Só mais uns pensamentos à toa

Janeiro 24, 2018

Bruno

Não sei se haverá muita gente que conheça a sensação de imaginar escrever alguma coisa, fazer qualquer outra coisa antes e esquecer-se do que ia escrever.

 

Às vezes, fico-me a pensar e tento desvendar as pessoas e as suas motivações. Depois, lembro-me de que, de há um tempo para cá, dificultei um pouco a comunicação ou o encontro comigo; especialmente desde que saí do café, fechei-me um pouco e não vejo, nem encontro muita gente: cafés vão ficando por marcar, pessoas afastam-se e deixam de se falar.

No entanto, há pessoas que se consideram amigas, mas... serão assim tão amigas? Vocês tentam falar com essas pessoas, as mensagens são lidas e não são respondidas ou, se o são, com frases tão curtas, que sabemos que se sentem incomodadas com as nossas mensagens. Vocês gracejam e não têm qualquer tipo de resposta. No entanto, quando querem alguma coisa ou quando precisam, é vê-los cair aí, um por um, às vezes, são várias mensagens e chamadas no mesmo dia. Incomoda-me bastante esta situação - e não consigo ver as coisas pelo prisma de sentir-me bem, por ser de quem se lembram nas horas "obscuras".

Ultimamente, sinto-me bastante incomodado com várias coisas. Sinceramente, até me passo da cabeça.

 

Mas nem só de coisas más ou de maus pensamentos (por muito maus que sejam os presságios) se faz a vida.

Sentia-me atormentado por uma má notícia há uns meses. Finalmente, o dia que esperava, chegou: está tudo bem, pelo que posso acalmar-me (que piada!)

 

E, por escrever de maus presságios, lembrei-me que ia escrever o seguinte: por muito paranóico que eu seja, nunca me arrependo de confiar no meu instinto.

Saí de casa à uma da manhã, para ir ter com um amigo às bombas e beber um café. Acabámos por ir para o jardim atrás das ditas fumar, quando começam a chamar-nos e um personagem aproxima-me. Mete conversa, até que acabamos por nos tornar um pequeno grupo. Se existe essa oportunidade de nos afastarmos, eu não penso duas vezes, especialmente se, no meu âmago, já quero ir embora desde que o personagem se aproxima. 

Tudo isto, para dizer que ainda que entre em qualquer tipo de "paranóia" com alguma frequência, é bom confiar no meu instinto. Já houveram situações em que me safei de problemas por confiar nesse instinto.

"Comboio Nocturno Para Lisboa"

Janeiro 22, 2018

Bruno

"Se podemos viver apenas uma pequena parte do que há dentro de nós, o que acontece com o resto?"

Filme: Trem noturno pra Lisboa

 

A minha amiga Thina enviou-me esta citação no Messenger. Conversa puxa conversa, falámos da vontade de ambos de ver o filme e fui à procura do filme online. Acabei por encontrar o filme completo no YouTube, que partilhei com a Thina, e decidi-me a vê-lo.

Segundo a sinopse do filme, o mesmo é baseado num livro com o mesmo título, "Comboio Nocturno Para Lisboa". O filme começa na Suíça, em que um professor encontra uma rapariga numa ponte, prestes a cometer suicídio, salvando-a. Ela acompanha-o à escola, em que ele dá aulas, abandonando a aula pouco depois, mas deixando ficar para trás, o casaco, onde tinha um livro e um bilhete de comboio para Lisboa.

Sem dar spoilers, o filme desenvolve-se na cidade de Lisboa, na busca por um homem e pela sua vida, que fascinou alguém através das palavras que escreveu e que deixou como legado. No meio do filme, vão-se ouvindo relatos, mesmo que focados no romance, que nos transportam de volta à revolução de 25 de Abril de 1974, à PIDE (senhor Cavaco Silva, o senhor não aparece lá, infelizmente)e às suas operações. Os actores e toda a sua performance, o retrato da época, o romance no seu todo estão muitos bons, existindo algumas partes propensas ao humor.

Sinceramente, aconselho o filme. Se não o viram, tal como eu não tinha visto até hoje, e se gostam de romance, especialmente Histórico, este filme é algo que não podem perder! (Se quiserem, posso deixar o link nos comentários)

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