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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

O fumo do meu cigarro

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Desfragmentação

Novembro 25, 2017

Bruno

Música no Sound Cloud - Do Panjereh - Armin & Delsa

 

Começo por partilhar essa música, que descobri ao acaso no Sound Cloud e, se gostarem de música e cantos árabes, aconselho vivamente. Devo dizer que fazia já algum tempo, desde que tinha descoberto algo que me tocasse tão fundo na alma. Há muito tempo que uma música não me prendia tanto a atenção, desde que uma música, uma voz e um canto me fizessem viajar por terras tão longínquas. Sei que estes meus devaneios podem não interessar, mas como já disse, nada do que escrevo ou do que faço, tem terceiros como uma finalidade.

 

Ando há um tempo para escrever aqui qualquer coisa. Ou nas Crónicas da Vítima ou mesmo no "diário" do Angel Alucard. Ando há um tempo para escrever, mas, enquanto o meu corpo está aqui, a minha cabeça anda a mil, com tudo o que tem acontecido na minha vida, a minha alma anda distante, como se não pertencesse aqui e agora.

Interessa que esteja e viva. Interessa que sinta. Não interessam as consequências disso na minha cabeça atormentada e na minha alma inquieta. Interessa, à força toda, que eu seja como os demais, sem que interesse como é que isso me afecte.

Ando há uns tempos para escrever um texto. E tenho adiado essa árdua tarefa, porque não tenho tido disposição para isso: aguardo um dia, algo que tem de ser feito. Depois, a espera. Entretanto, o meu desgosto face às pessoas, em geral, tem-se agravado, ao ponto de pensar, uma vez mais, com toda a seriedade, em sair da cidade onde mora e rumar mais de trezentos quilómetros em direcção ao Norte, para morar no rio da minha aldeia (recuperar uma casa de pedra que lá temos, cujas paredes são as únicas sobreviventes), o mais longe possível da interacção humana. O prazer que sentia, fosse pelo que fosse, desvaneceu-se completamente. Sinceramente, acredito que possa estar a atravessar uma fase depressiva, somada à minha imensa ansiedade, que, também ela, tem crescido exponencialmente. 

Ando há bastante tempo para tirar um tempinho e escrever. Escrever tudo. Escrever todas as lágrimas que deixei por chorar, todas as coisas más que passei e ultrapassei, sempre sozinho. Escrever a sensação de solidão, há uns anos, quando o meu mundo desabou, sem que ninguém me amparasse a queda, levando com culpas atiradas por uma das pessoas de quem mais apoio esperava.

Ando há uns tempos para escrever tudo aquilo que, mesmo agora, não escrevo.

Actualmente, existem várias redes sociais. Uso várias, depois de uns tempos sem Facebook - digo que não senti falta do dito e, no mesmo dia em que reactivei a minha conta, tive uma vontade enorme de eliminá-lo outra vez. Admito que gosto do Twitter e dos blogs do Tumblr um bocadinho demais. Tanto que, neste momento, juntei as duas contas que tinha no Twitter, numa terceira conta, que ainda não entendi muito bem que serve. Ou para que servirá. Se servirá. 

Começo a achar que, se não estou louco, estou a desintegrar-me ou a desfragmentar qualquer coisa de mim, em várias coisas, que não sei se serão boas ou más. 

Voltei a desenhar. Não tenho feito nos últimos dias, mas tenho tentado destruir os maus pensamentos e os maus presságios nisso. Os maus desejos, descem no papel. Como se a minha vida dependesse disso - e realmente depende!

Tenho pensado em estudar outra vez. Preciso de um trabalho, que adio à espera do dia e das coisas que tenho a fazer e da notícia que tenho receio de receber. Preciso de horários que me permitam estudar à noite. Preciso de estudar também por mim, em casa, sem bem saber como é que hei-de procurar os meus tópicos de estudo.

Tudo isto incomoda-me. São mil e uma coisas, mil e um motivos para me chatear e preocupar-me. Mil e uma razões para subir a ansiedade. Como já tenho dito, em raras conversas, ainda não aconteceu nada, mas se vir algo que me desagrade ou faça temer, já fiz o filme todo na cabeça. 

Este texto, serve, também, para marcar uma nova fase, em que partilho este blog e os textos que escreverei de futuro no Facebook. Coisa que eu não fazia. Não com este blog. 

Este texto, devia servir para libertar-me. Devia servir-me para espezinhar todos os demónios ou para dançar com eles, de roda da fogueira. Devia servir para, negras como a minha roupa, expulsar verdades e devaneios, deixar fluir a minha natureza sentimental, sufocada por imensas camadas de incerteza, desgosto, angústia, ansiedade, raiva, possessão, quimeras... acaba por servir de muito pouco.

Ando há um tempo para escrever um texto, que acaba por revelar-se tão inútil, quanto me sinto na grande maioria dos dias.

Acaba por não servir para a tal desfragmentação. 

Querido diário,

Novembro 17, 2017

Bruno

Andas à espreita. Silenciosa e predatória.

Segue-me, pela Sombra. Dou-te a mão. E abandono-te lá. Sabes o monstro do pântano? Ele existe é dançamos ao luar.

 

Ultimamente não estou em mim. Sinto imensas coisas, que me fazem sentir contrafeito com demasiadas coisas. Não adianta queixar-me, porque no fim ninguém se importa, até te rebaixam.

Imagina

Novembro 06, 2017

Bruno

Imagina.

Imagina só o silêncio, de uma cidade vazia. Imagina o teu coração a preencher uma sala. O som do teu coração, a única coisa que rasga o silêncio infinito da tua alma, que grita sem gritar, que chora sem chorar, que sofre sem sorrir.

Imagina, como se o mundo não fosse mais que uma coisa imaginada, como se não existisse qualquer outra coisa para lá disso que imaginas. 

Imagina, de olhos fechados, a praia deserta, sob o sol de Inverno. O som do mar. O cheiro. Agora, não é uma praia, mas sim um penhasco, sem sol, num dia de tempestade. O mesmo mar, furioso contra as rochas. Cabo.

Imagina como seria amar, pegar numa mão quente e colocá-lá sobre o teu peito, para que sentisse o teu coração. Mas o teu coração está mais morto que as estátuas de pedra, que o tempo não destruiu (ainda), a mão está fria e tudo isso é uma imensa mentira.

Imagina que o mundo era feito de coisas boas e verdades. Imagina aqueles caminhos da tua infância, aquela passagem coberta de silvas, aqueles olhares e aquelas vozes, que em tempo eram sinónimo de felicidade, que são sinónimo de saudade. 

Imagina se fosses apenas pó, levado pelo vento, beijando todas as faces deste mundo.

Imagina.

Eliminei o Facebook

Novembro 06, 2017

Bruno

Hoje em dia, vive-se estupidamente dependente das redes sociais. Colocamos tudo ali, para que todos vejam e apreciem, o quão felizes ou miseráveis somos.

Ontem desactivei o meu Facebook. Hoje, o Twitter. Fiquei com o Instagram e com o Snapchat, que mal utilizo. Fiquei com o Tumblr, que é uma plataforma de blog, meio à mistura com rede social, que é onde gasto mais do meu tempo. Voltei a activar o Pinterest por motivos meramente criativos, uma vez que considero mais fácil de encontrar ideias e processos de criação. Tenho assim, uma rede social (o Instagram), mas, dos meus amigos, qualquer pessoa pode contactar-me: o Messenger continua activo. 

Vivemos num mundo que exagera na exposição. Claro que só nos expomos tanto quanto queremos. Claro que só expomos de nós aquilo que queremos. Há muito tempo que tinha eliminado todo e qualquer domínio público do meu Facebook. Tudo isto é temporário: eu sei e conheço-me de cor. Sei que, mais dia, menos dia, volto a instalar o Facebook no telemóvel. Sei aí e regressarei auto Twitter, mas não será por enquanto. E pretendo manter as coisas assim. A bem da minha sanidade mental, tem que ser.

 

Eliminei o meu Facebook ontem. Nem sei quantas vezes já desbloqueei o telemóvel para o ver, para recordar-me que essa rede social já não existe ali. Tenho um outro telemóvel, do qual estou a escrever este texto, onde mantenho o Instagram e o Snapchat. Para quê? Mal os uso.

Seja como for, é meio caminho para largar tudo isto. Seja como for, é meio caminho para me livrar dessas redes sócias da bosta, que nada acrescentam à minha vida. Mas se quiserem ter um pouco a noção do que sou, podem sempre ver a página Rebel Circus, cujas publicações acertam em cheio no meu jeito de ser e pensar.

Blessed be.

Pensamentos desordenados

Novembro 05, 2017

Bruno

Já se passou o Halloween. Já se passou o dia dos mortos (de finados, de todos os santos e sabe Deus que mais).

O véu entre o mundo dos mortos e o nosso foi levantado. Novamente colocado. Houveram manifestações de outros lugares. Houveram corações abertos. 

Tenho pensado em muita coisa para escrever e não tenho escrito. Tenho pensado em coisas inúteis, em coisas sobre as quais seria interessante escrever, oferecer pontos de vista aleatórios. Tenho pensado que há muito a dizer e que podia escrever aqui, de forma desligada e crua. Não o tenho feito.

Tem chovido torrencialmente. Tem trovejado. Entre abertas, vislumbra-se a imensa lua cheia, que ilumina o céu com o seu azul pálido. Penso que há caminhos que devia evitar.

Recordo-me do que vejo. Do que pressenti, sem falhar uma. E a lei da atracção, acreditam nisso? Queria começar com isto. Acreditam que temos o poder de atrair aquilo que desejamos só pelo desejo e pelo pensamento?

Recordo uma fase algo complicada, com uma história igualmente complicada, com uma pessoa. Recordo de andar com medo e de sentir-me seguido pelas ruas. Recordo que, quando batia a saudade, quando o pensamento se demorava exageradamente em ti, tu aparecias.

Penso que tenho andado com um certo receio. Há um amigo do qual nada sei há uns tempos. Soube que estava em Espanha e que houve qualquer coisa mais (os detalhes não importam). Mas tenho pensado imenso nele, ultimamente, fico a imaginar que ele vai voltar. Fico a pensar que ele, talvez, venha mudado. Fico a pensar que aqueles pedidos engraçados, para irmos dar uma volta, voltem, que eu aceite e que as coisas corram mal (e não estou a ironizar).

Ultimamente, tenho sentido tanta coisa, que daria para escrever e desenhar. Houvesse disposição e menos preguiça. 

São horas de dormir.. Sete da manhã. 

Até mais logo. 

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