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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

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...

Setembro 30, 2017

Bruno

Já me disseram que fizesse gravações de vídeo ou de áudio, quando tivesse pensamentos que servissem para escrever.

Já pensei sobre isso imensas vezes. Demasiadas, até. E, há pouco, que quanto descia a rua e falava sozinho, pensei nisso. Uma outra vez.

Perco demasiadas boas ideias assim. Mas... fazer o quê? Não me sinto confortável, nem com a minha voz, nem com a minha imagem. Antes, ainda me via a fotografar isto ou aquilo. Agora, não fotografo muito. 

Estou demasiado cansado para pensar com clareza. Devia dormir. Mas quero, no entanto, a satisfação artificial da Internet. Não entendo bem do quê, mas de algo que a mesma proporcione.

Tenho que parar de flutuar entre mundos, entre pessoas. Tenho que arranjar maneira de incorporar tudo. Mas não será hoje. Essa luta é demasiado grande para ser travada numa só noite. E, tal como já disse estou demasiado cansado.

Já alguma vez estiveram obcecados com uma música?

Setembro 26, 2017

Bruno

 "Àquele que o mar nos levou e nunca nos devolveu.

Àquele que não é esquecido.

A ti, meu amigo, que não me sais do pensamento nos últimos tempos.

Àquele que fica nas nossas almas, como uma das melhores pessoas que conhecemos.

Àquele que me apresentou esta música, que se tornou, então, o nosso "Grande Espírito".

Àquele que marcou muita gente, que viveu ao máximo, que riu e amou, que abraçou os amigos, que lhes deixou das melhores lembranças. 

Àquele que o tempo não ousa fazer esquecer, porque, até nisso, és maior e mais ousado: desafia a morte, aí desse lado, mantendo-se na lembrança de quem cá ficou.

Obrigado por tudo. Obrigado por teres feito parte da minha existência!

Tenho saudades, Paulinho!"

Infinito (devaneios de merda)

Setembro 09, 2017

Bruno

Sabes que perdes muitas oportunidades, quando pensas em tanta coisa para escrever. Pensas e o pensamento vai fluindo. E, depois, quando vais escrever, já se esfumou na noite.

Sabes que tens de deixar ir. Deixar ir as inseguranças, quando te prendes apenas ao pensamento, sem passares para a acção.

Sabes que, talvez, aos olhos dos outros, a tua forma de agir perante os sentimentos esteja errado. Mas... Os outros, são os outros.

A rua é uma espécie de abrigo. A rua é um constante perigo.

Estava tudo tão bem. Claro que, para a queda, tinha que ser uma queda enorme. Enfim, já devia estar habituado, mas tenho uma tendência enorme para me habituar mais facilmente a estar bem, do que voltar a cair na merda.

Não sei se serve de alguma coisa estar a escrever.

Tens razão, meu amigo, quando dizes que as palavras são traiçoeiras. Transmitem, por vezes, sentimentos que não estão lá. Especialmente, escritas.

É com as palavras que, tantas vezes, nos enganamos.

Mas... Sei lá. A noite até correu bem. Só que há sempre qualquer coisinha a moer a minha cabeça.

 

Como é que posso deixar seguir isto? Quem é que me dá a segurança para dar um novo passo? A quem entrego aquela confiança, que não sinto por ninguém?

 

Eu sou. Algo estranho. Cor de cera. Cor de morte. Cheiro de putrefacção. Mágoas infinitas, como as estrelas na vastidão; infinito como a vastidão. Pó de estrela. Devaneio. Melancolia na escuridão. Luzes néon da cidade. Frias arcadas de prédios, que nos resguardam da chuva e da trovoada, enquanto o fumo sobe na noite. Eu sou. A magia sonhada e ilusória dos poetas e dos artistas. A salvação preferida - a droga? - dos perdidos, dos pecadores.

 

Eu sou a noite em que me movimento.

Eu sou o silêncio da solidão.

Eu sou a mágoa.

Melancolia.

Canto.

Oração.

Infinito. 

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