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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

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Predadores

Abril 29, 2017

Bruno

Vamos pela obscuridade. 

Como predadores, movemo-nos pela noite.

Quem somos? Que arrepios provocamos nos outros?

Como predadores, olhamos quem passa. Olhar fixo. Olhar penetrante.

A noite é nossa aliada. E, na noite, temos inimigos mortais. E, à noite, pedimos sempre algo mais. 

Vamos pela obscuridade.

Como predadores, observamos o nosso território. Como predadores, queremos apenas a nossa paz, nessa noite tresloucada. 

Não há sinais de nada. As ruas estão pejadas de polícia, mas não há sinais de nada. Sexta-feira, fim do mês, é claro que o cerco vai apertar.

Como predador, observo. Não quero tornar-me uma presa.

Estores abertos, na perfeita escuridão

Abril 28, 2017

Bruno

São três da manhã e eu devia estar a dormir.

Estou deitado na cama, a fumar um cigarro; já, antes, tinha fumado na janela, olhando a escuridão desta traseira comum a vários prédios, tendo, lá em baixo, a cúpula do centro comercial. Conheço esta vista de cor.

Anos a fio, tive esta visão, chovesse ou fizesse sol. 

Agora, limito-me a ficar deitado na cama, enquanto divago nestas linhas.

O despertador toca em três horas. 

...

Abril 17, 2017

Bruno

Nunca sabemos o que a vida nos reserva. O que nos dá e o que nos tira.

Contudo, a vida pode devolver-nos algo ou alguém que tínhamos como bastante precioso, dando-nos uma maior sensibilidade para o aproveitarmos de cada vez que os temos.

Assim foi.

Minha Lisboa, que não me desiludes, que me deste gente da minha terra e gente do meu sangue. 

...

Abril 02, 2017

Bruno

Às vezes, passo tempos sem escrever. Outras vezes, tento forçar a que saia a escrita. E, depois, há aquelas vezes em que escrevo imensamente, sem querer saber se faz sentido ou não, se soa bonito ou feio... Escrevo despreocupadamente, porque me sabe bem e porque tenho muito mais a dizer, do que aquilo que consigo exprimir enquanto falo, porque tenho uma urgência em fazê-lo, sabendo que as minhas ansiedades espalham-se por ali.

Escrever em tempos de angústia, tem sido muito libertador, tem sido uma fuga preciosa. Hoje, escrevo porque a ansiedade da mudança já passou, mas deixou qualquer coisa deslocada cá dentro.

Sabe bem quando a escrita flui facilmente. 

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