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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

Um dia bem recheado neste blog

Janeiro 31, 2017

Bruno

Fiz das palavras as minhas lágrimas.

Fiz da frieza a protecção para a minha sensibilidade.

Fiz da constante observação ao meu redor o meu modo de sobrevivência.

Não pode ser-se sensível num mundo de guerreiros, bruxaria e guerrilheiros. 

Os guerreiros, nem sempre podem defender-nos; as bruxas tentam sempre aniquilar-nos; os guerrilheiros, de uma forma ou outra, tentam sempre foder-nos.

A doce inocência (ignorância? ) de não ver tão longe, por coisas tão poucas.

Ainda sobre o Donald Trump e todo o escândalo inerente

Janeiro 31, 2017

Bruno

Bem, minha gente...

Fica aqui este vídeo sobre o politicamente correcto e todos os duplos sentidos das pessoas, que elas insistem em negar.

 

E ainda vos deixo um artigo da revista (creio) Vice, sobre mijo, cocaína e putaria, que não é muito abonatório a Trump, mas também não favorece o "amigo" Obama!

 

Estes são os dois textos que farei, a menos que, de futuro, sinta necessidade de fazer mais qualquer outro texto. Estou é farto desta merda interminável.

Donald Trump e o #MuslimBan

Janeiro 31, 2017

Bruno

Raramente tenho comentado este assunto. Além de alguns debates no café, evito comentar este assunto, mesmo em secções de comentários, onde alguns dos comentários são demasiado apetitosos para não receberem uma resposta.

No entanto, a medida do Trump já tinha sido imposta por Obama, sem escândalo, e não é esse senhor (no qual até tenho uma certa crença, achando o seu vice-presidente muito pior) o único a impôr restricções à entrada no seu país.

Ora leiam!

 

Vale a pena reiterar que este homem não fechou as fronteiras, apenas reforçou a segurança das mesmas. Essa é a diferença, que os canais noticiosos e os jornais não referem.

Drogas: Quando é que se atinge o limite?

Janeiro 31, 2017

Bruno

 Imaginem que são cinco da manhã. Recebem uma mensagem de um amigo (no meu caso, é mais certo estar acordado), começam uma conversa e ele diz-vos que está com um pedradão de todo o tamanho. Conversa puxa conversa e o pedradão fica assustador. 

Ele começa a dizer coisas assustadoras: sente-se super acelerado, respiração difícil, não consegue estar quieto, atrofia com tudo. Começam a dar-lhe na cabeça, a dizer que tem que procurar ajuda e ele assume que já "largou" o vício várias vezes, mas que volta sempre que as coisas estão menos bem. Conversa puxa conversa, afinal conhecem-se há vários anos, até que ele fica emocional.

"A Avenida é espectacular vista de um sexto andar. Não te preocupes, não é um Adeus."

Conseguem manter a conversa. Conseguem mantê-lo ali, horas a fio. Afinal, apesar de já terem idade o suficiente, ainda moram com a vossa mãe. Vão dormir? Eu não dormi. 

Horas a fio, mantém a conversa. Ele fala em verem um filme, mas existe aquele dilema: sair de casa de madrugada, tendo regressado pouco antes.

Chega a manhã e vão ter com ele. Ele treme por todos os lados e oferece-vos um café. Apesar de nunca terem gostado de café sem açúcar, sabe bem nessa manhã. Fumam um cigarro, enquanto o vosso amigo treme, aperta o nariz, que diz doer-lhe - fruto das drogas? - deitam-se na cama com ele, enquanto ele mexe e remexe no telemóvel, tentando ligar para o trabalho. Fala com um colega (ou com o chefe?). Deita-se ao vosso lado, escondendo a cabeça. Levanta-se várias vezes, para ir à casa de banho e ouvem-no assoar-se várias vezes. Volta para a cama, deita-se ao vosso lado, até que decide ir dar uma volta debaixo de chuva, enquanto o acompanham debaixo do vosso guarda-chuva, que ele recusa. Dão uma volta e, de regresso, ele pergunta se ficam ofendidos que ele fique sozinho. Deixam-no.

Claro que o deixam com uma preocupação enorme.

Não é a primeira vez que, de madrugada, há destes movimentos obscuros. Por duas vezes, pediu-me que enviasse uma SMS a alguém, para que falassem com ele no messenger. Uma delas, tinha a ver com dinheiro que, provavelmente, terá sido utilizado na droga.

Outra vez, fomos dar uma volta de carro, não sem que usasse desse seu "escape".

Esta madrugada, não dormi com o medo de uma possível overdose ou de suicídio. E é aqui que entra a minha pergunta: quando é que se atinge o limite? Quando é que se deve dizer não numa situação destas, mesmo sabendo que nos custa todo o coração e toda a alma? Como é que se faz alguém parar, especialmente alguém que assume "já ter parado várias vezes"?

Não é a primeira vez que ando com gente nestas andanças. E, por muito que se goste das pessoas, já me afastei o bastante das pessoas. Mas nunca apanhei um susto destes, com todo o medo inerente a que o pior acontecesse. Nunca receei que alguém tivesse uma overdose ou se matasse ou mesmo que tivesse uma overdose ao meu lado...

Não sei como devo reagir nestas situações. E não quero ter um peso na consciência de poder ter estado ao alcance de ajudar alguém e ter, simplesmente, virado as costas por estar farto. Não quero, não consigo abandonar um amigo à sua sorte, quando posso, no mínimo, estar presente.

Como é que sabemos quando é que já chega? Como é que agimos numa situação destas?

Agridoce

Janeiro 31, 2017

Bruno

Tenho algo a escrever. Por algum motivo, sinto que este sítio é melhor que o blogspot para o texto em questão. Requer, contudo, uma boa dose de coragem e tempo - algo que me falta neste momento, além da concentração. 

A quem nunca foi meu

Janeiro 31, 2017

Bruno

Nada como um súbito recordar. Nada como um súbito sofrer. 

Sem motivo, recordei-me de ti. Tu, que apesar das conversas e das minhas vãs fantasias, nunca foste meu. E que tanto te quis. Talvez, apesar dos pesares, o único a quem quis verdadeiramente, a quem nunca dei um traço de esquecimento.

Há muita história por detrás de tudo isto. Uma história que, além de um blog entretanto eliminado, pequenas entradas ali num dos meus outros cantos, escritos nos meus diários e a enorme quantidade de poemas, não será reescrita. Já, não mais, será falada. Sabendo o que soube, o que vim a saber, imagino que ela possa ter falado. Mas que importa agora? Está tudo morto. Tudo morto. 

Tudo morto, menos tu e eu. (Nunca existiu um nós.)

Tudo morto, menos o que senti e o que sinto.

Acredita, meu bem, este coração não será de ninguém mais - a facilidade de apego é destruída com o distanciamento dos riscos. 

Eles quiseram que eu passasse longe do caminho que trilho, mas eu escolhi-o. Sem mágoas. Sem arrependimentos.

Tenho percebido que, pensar-te, atrai-te. Será, talvez, o tal íman cósmico de que falei uma vez. Talvez por isso, tenha-me lembrado de ti e aqui te escreva, meu amor sem seres meu.

Talvez...

Lembrei-me de ti. Será que pensas em mim?

Motivo - Cecília Meireles

Janeiro 30, 2017

Bruno

Eu canto porque o instante existe 

E a minha vida está completa. 

Não sou alegre, nem triste

-sou poeta! 

 

Irmão das coisas fugidias,

Não sinto gozo, nem tormento. 

Atravesso noites e dias

No vento. 

 

Se desmorono ou se edifico, 

Se permaneço ou me desfaço. 

Não sei, não sei. Não sei se fico

Ou passo. 

 

Sei que canto. E a canção é tudo. 

Tem sangue eterno a asa ritmada. 

E um dia sei que estarei mudo:

- mais nada! 

Quando páro para tentar adivinhar da vida

Janeiro 30, 2017

Bruno

Às vezes, páro para ver o que a vida já foi e o que a vida é. Páro para ver quem já esteve e quem está, quem já não está. E pergunto-me, muitas vezes, será que toda vida é assim? Uma constante de ganhar e perder? Mais de perder do que ganhar?

Às vezes, olho as paisagens à minha frente e recordo as terras que já vi, em que já estive. Olho as ruas da minha cidade e recordo, com carinho, como eram dantes: antes das obras que as mudaram, antes das pessoas que foram embora ou que morreram e que tornaram, inevitável, o sentimento diferente. As questões são mais que muitas, mas não valem de muito. As coisas são o que são e a vida é aquilo que é. Há coisas que podemos mudar, outras não se pode fazer nada por isso.

Às vezes, penso que deveria sair de casa e esquecer os sentimentos. Sair e dar umas voltas, mas acabo por preferir ficar cá dentro e evitar encontros.

Às vezes, imagino que seria bom desaparecer por uns tempos. Sem rumo, sem destino, para pôr as ideias em ordem. Para pôr o coração em ordem. Mas é inutil: onde quer que vamos, os sentimentos e as recordações vão connosco. Resta-nos ficar com tudo aquilo que ganhámos e perdemos nesta vida, onde quer que vamos, não importa o que façamos. 

 

Dinheiro para a boa vida. E o que devem?

Janeiro 29, 2017

Bruno

Há pessoas engraçadas! Muito, mesmo!

Ontem, alguém que está no meu Facebook, publicou um estado qualquer sobre o pessoal que deve e não paga, nem dá uma justificação. Quando abri o Facebook há pouco, o que acontece cada vez menos, recebi aquelas memórias de há um ano atrás, quando fui "trabalhar" num restaurante. E sim, "trabalhar", que tão bom era, que nem clientela tinha.

Face a essas memórias, recordei o estado da pessoa: a dona do restaurante, que tem dinheiro para festas dos filhos e para arranjar um segundo cão, um ano depois, ainda não tem dois meses de ordenado para pagar.

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