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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

Vamos viver

Outubro 29, 2016

Bruno

Shakira. Maluma. 

 

Este calor anda a enlouquecer as pessoas. As hormonas rebentam por todos os lados, destroem a razão. E não quero ser testemunha disso. Não quero ver nada. 

 

Este calor e algum álcool têm libertado algumas pessoas. E mesmo eu tenho sentido os efeitos do calor, as minhas próprias hormonas andam loucas... Mantenho-me à parte. Desta vez, não quero participar no jogo, não quero sair do trilho. 

Não esperarei nada. Não procurarei nada. Estou a assistir de longe, bem perto. 

 

Como se nada fosse mais importante, jogam-se jogos de charme. Como se nada fosse mais importante, faz-se uma espécie de côrte, com a conquista em mente. 

 

Os dias vão-se passando, com rasgos de Vida. Vida forte e pura e crua. 

 

Vamos viver. 

Uma espécie de um devaneio

Outubro 29, 2016

Bruno

A ideia da música a publicar era diferente, embora se mantivesse latina. Seja como for, esta música tem um não sei quê de tocante... adiante. 

 

Na verdade, também não tenho muito que diga. Cheguei a casa há pouco. É de madrugada e hoje tenho um almoço fora das minhas rotinas. Assim como quebrei certas rotinas, para apreciar um novo e certo estabelecimento da minha cidade. Admito, detesto a quantidade (e a qualidade!) dos rostos conhecidos que ali encontro. Mas longe vai o tempo em que condicionava a minha presença aqui ou ali, por causa disso. Existem excepções, seguramente. Mas não neste caso. Não por enquanto. 

 

Cheguei a casa há pouco e vim fazer algo a que me tinha proposto. Soube bem, este momento a sós, com a minha actividade, com a minha música. Inútil é a TV ligada. Inútil são quaisquer outras coisas que pudessem servir o propósito de "entreter-me ou acompanhar-me". Soube bem, sentir este momento. 

 

O que é que importa? Não há razão para "falar" disto. Mas preciso de escrever... Preciso de alimentar esta minha necessidade.

Tal como sinto uma necessidade imensa de sair por essa calle e desfrutar dessa noite imensa de calor, como têm estado essas outras noites. 

 

Sabes o que é tão especial nesta vida, no meio de tantas loucuras, no meio de tanto tormento? Sabes o que é que me dá um gozo imenso de viver? As minhas calles e a Tequila, os pequenos momentos vividos com as pessoas certas, com os amigos certos, as noites em que me perdi e as noites em que me contenho, o toque de pele na minha pele, de uma boa boca na minha boca, as voltas de carro, o "tabaco aromatizado", fumado numa volta de carro pela noite, a praia em noite de Inverno ou em dias de Verão, a mágoa que saboreio e as minhas gargalhadas fáceis. Tanta, tanta coisa dá-me um imenso gozo nesta Vida, que a Morte é apenas uma outra amante. 

Um não sei quê...

Outubro 27, 2016

Bruno

Não tentem esses caminhos. Sei-vos de cor. 

Não tentem o caminho do alívio rápido, face à frustração deixada por essas quase-inocências. 

Sei de cor os caminhos de muita vida, os gestos vagos traçados pelo anseio. Sei de cor as cores que revestem essas almas, os aromas dessa busca obscura. 

 

Não sou apenas a melancolia desta alma. 

Sou a malícia que a vida me deu, o olhar fixado, profundamente, no que me agrada, interessa. Sou o olhar transparente, face ao que me incomoda. 

 

Não queiram. 

Sou um espírito errante, nas ruas desta cidade. E desses passos incertos, dos gestos vagos traçados pelo espaço, sei muito mais da vida, do que gostariam que eu soubesse.

Não queiram testar aquilo que sei - se der merda, acreditem que não será para o meu lado! 

 

Sem mais nada, sem outras coisas dirigidas a esses senhores na noite, digo que há algo... Algo bem mais, bem melhor... Há esse outro sentir, esse outro reconhecer, que me tem dado muita protecção nesta vida, que me tem mantido à margem do que, aos olhos de muitos, é algo que todos querem, que todos precisam, mas que é, a meu ver, algo extremamente nocivo para os meua frágeis nervos, para a minha frágil paciência e vontade. 

Tenho esse não sei quê (metam o Francês naquele sítio) de sentido, de espírito, que eleva a curiosidade de muitos, mas que me tirou dos caminhos de precisar de "conhecer" todos os interesses. 

 

Faz sentido? 

Não interessa, sei o que estou a dizer. 

Mágoa

Outubro 25, 2016

Bruno

Será que alguma vez se acorda do pesadelo? Será que alguma vez se atinge tamanha altura, que nos sentimos como que no trono do mundo? 

 

Não sei que sentimentos fazem com que uma alma se eleve. Não recordo se, vez alguma, elevei-me. Não sei que é feito do sentimento, que parece cada vez mais obscuro. Não sei que sensação ou que emoção andam por aí.

 

Calma. 

Tem calma.

A chuva cairá. As folhas cairão. As árvores que parecem mortas, renascerão em toda a sua glória, mal regresse a Primavera. Toda a mágoa terá um fim. 

Terá? 

 

Não há palavras. 

Não há nada. 

Nascer e morrer. E é só.

Outubro 24, 2016

Bruno

 Não há nada mais nesta vida, senão nascer e morrer. É um eterno ciclo, do qual nem as estrelas estão seguras... 

 

Ontem, enquanto estávamos num bar, a minha amiga recebeu um telefonema a dizer que o avô tinha morrido. 

Hoje, faz dois anos que um amigo morreu. 

 

Nada há mais na vida, senão um eterno ciclo ao qual ninguém escapa. 

Estranho, frio e ansioso

Outubro 22, 2016

Bruno

Não há grande coisa a ser escrita!

 

Sinto que, nos últimos tempos, essa tem sido a minha maior e mais repetitiva afirmação! 

Não entendi o que é que se passa dentro de mim, não atinjo qualquer realização para isso. Talvez seja do tempo, deste Outono que se intensifica. Talvez seja da vida, que não muda, que não melhora, que não dá sinais de oferecer outras coisas. Não sei. 

Passo na rua, olhando as pedras da calçada. Por vezes, fumo um cigarro. Por vezes, o aroma (e o efeito) são outros. Dou-me, com alma, ao meu biscate no café, vou lá fora fumar e conversar com os rapazes. E sinto que ninguém adivinha o que vai na minha alma, sinto que ninguém imagina o que arde dentro de mim - é de censurar, quando nem eu o entendo? 

 

A noite devia ter sido diferente. Há muito que não conhecia a cama a ninguém, há muito que não tinha, depois, uma certa frieza recíproca. E isto afectou-me, por não o esperar. 

 

Ninguém me conhece, como as ruas da minha cidade, pelas quais mantenho amor e ódio. Ninguém percebe o que é que implica viver com esta alma, com este querer sem querer. 

E não faço questão que isso mude. 

 

Acho que, apenas o tempo, poderá acalmar este sentimento de frieza e de anseio. Uma vez mais. 

Viver e divagar

Outubro 16, 2016

Bruno

Quantos Mundos? Quantos Universos? Quantas Vidas? 

 

Viemos de tão longe. Fizemos este caminho todo e esperamos. Seremos aniquilados ou sobreviveremos? 

 

O que importam estas interrogações todas? 

 

Não sou dado a escrever fantasias nos meus blogs, se não tiverem um fundo meu, se não tiverem aquele toque de realidade ou de desejo e anseio. O que sinto, o que questiono, escrevo. O que me chateia, o que me irrita, o que me toca de algum modo. 

 

Estou num misto de sensações e de emoções. Boas, más, neutras. Viajo por tantos mundos, por tantos sonhos. Viajo por tantas paragens. E há tantos olhares, tantas loucuras, tantas censuras. E há tanto desejo... E há tantos contos a serem contados. 

Pego num punhado de areia imaginária e deixo-a escorrer por entre os meus dedos. Neste Oásis de solidão, sinto a sombra fresca, enquanto vejo um horizonte de areia, que anuncia mais uma tempestade. E nunca uma tempestade foi tão desejada, nem tão ansiada. 

 

Fecho os olhos. 

 

Volto a abri-los. E estou no meio de uma densa floresta. Por entre as árvores, surgem sombras, segurando tochas de chamas trémulas, que me guiam até um templo. Uma vez lá dentro, cheira-me a incenso e gemidos ecoam pelos corredores. 

 

Não há nada. 

 

Não dá para ser diferente. Não há vontade para tal, sequer. 

Gosto desta loucura, que me torna tão são. Gosto do fogo da raiva. Gosto do fogo da tesão. Gosto do frio da noite, enquanto atravesso as ruas. Gosto dos olhares interrogadores. Gosto do genuíno momento. Gosto de tantas coisas, que nem faz sentido. 

 

Os dias correm iguais. E eu vivo, dentro de mim, tantas coisas diferentes. 

Irritações e devaneios

Outubro 14, 2016

Bruno

Bem sei que repito as músicas que partilho. Muitas vezes. Mas que se foda. Não peço a ninguém que me leia, que ouça as músicas que partilho. 

 

O meu humor não anda dos melhores. Chega o Outono. Chega a chuva. Chegam os dias mais curtos. E por muito que goste deste tempo (gosto de todas as estações, com as suas diferentes magias e danças), o meu cérebro não reage muito bem às mudanças de estação. Ora fico extremamente ansioso e irritado ou fico bastante deprimido. 

Basta-me a minha vida e os meua problemas (os quais não discuto com ninguém, excepto pequenas coisas) e não me interessam já os problemas ou os dramas alheios. Tudo isto, levou já a que, devido à estupidez, também alheia, escrevesse no meu blog, exclusivo ao Inglês, uma espécie de primogénito. Escrevi no meu segundo blog, embora não haja grande razão para aquele texto. Apenas um pequeno devaneio, talvez auto-biográfico. E estou aqui. 

 

Este texto adivinha-se longo. Até porque, ao fim e ao cabo, preciso exorcizar esta sensação. Coisa sem motivo aparente, sem ser a estupidez alheia, sem ser a minha pouca paciência. 

 

Gosto da noite. Das ruas da minha cidade. Da vida que, por vezes, habita em horas de sono para muitos. Mas não gosto de ser colocado em situações de perigo. Basta-me escolher tudo isto, toda esta noite nas ruas desta cidade, nas companhias que, às vezes, escolho, as rotas que faço sozinho tantas vezes. Basta-me saber que eles andam por aí (e não há qualquer gracejo nisto), saber que as pessoas são loucas o suficiente, para que mal confie nelas. 

 

As pessoas querem-se. Desejam-se. As pessoas furam os próprios casamentos por opção e, por outro lado, arrastam-te a "lugares comuns" onde não queres encontrar-te. Não és o amante. Mas és alguém que é visto como uma ameaça. E isso não tem piada. Pelo menos, não tenho vontade nenhuma de rir. 

As pessoas olham-te. És apenas outro. Talvez mais parvo. Talvez mais genuíno e mais desligado deles, apesar de por hábito, olhares em redor. As pessoas começam a saber-te. Fazem de ti um alvo, disto ou daquilo. 

O mundo é dos homens. Homens heterossexuais, que matam, em mim, comigo, a tensão acumulada. Que matam, em mim, comigo, alguma curiosidade reprimida. Que descobrem, em mim, comigo, uma nova sexualidade. Algo tão escondido dentro deles, que os rasgou por dentro. 

(Numa imagem puramente estilizada, são velas rasgadas, desde as entranhas, a baloiçar ao vento. Presos a um mastro, que lhes sai pela boca.)

O mundo é dos homens. Com mulher em casa. Dos homens cientes de quem são, de quem gostam ou do que gostam, que procuram esse mais que lhes falta, enquanto as mulheres dormem. 

 

 

O mundo é meu. Caravana que passa, cofre cheio de segredos. Meus e dos outros. 

 

Atrevo-me pela vida. Danço com as trevas que dançam na minha alma. 

 

Se, por um lado, ando extremamente irritado, por outro, sinto-me inspirado para algumas coisas. Escrever, como se nota nestes devaneios. Tentar usar cores no papel, ainda que seja algo abstracto. Porque é abstracto o que consome a minha alma. 

 

Tanto quis e tanto desejei. Não tive tudo o que quis, nem tudo quanto desejei, mas consegui uma grande parcela dessas mesmas coisas. Tive, nas minhas mãos, uma grande parte dessas pessoas, desses lugares, desse respeito. 

Estou aqui. Sem dor, nem mágoa, estou aqui. 

 

Não me digam, não me peçam que goste mais das pessoas, que queira alguém na minha vida. Não gosto das pessoas o suficiente, não confio nas pessoas o suficiente para ter amores. Já é difícil, actualmente, manter as minhas amizades (quando "dão demasiado em cima", já deixo de atender o telemóvel, que passa dias e semanas sem tocar), quanto mais outra coisa qualquer. 

 

Não me peçam calma, nem paciência. Não as tenho o suficiente. 

Não me peçam conselhos, se vão ignorar o que digo, se obrigam a que me repita. 

Não me peçam que vos acompanhe. Que seja vosso cúmplice. 

Não tenho grande disposição para este tipo de merdas. Basta-me já a irritação diária e o trabalho que, ainda sendo poucas horas, é o bastante para consumir-me dessa mesma irritação. Basta-me quem deve e não paga e exibe vidas imensas, coisas novas, animais novos. Basta-me a merda toda que anda lá fora, não preciso da merda alheia na minha vida. 

Theater of Dusk

Outubro 13, 2016

Bruno

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 (Toquem na imagem, para irem ao blog da autora)

 

Gostam de rebuscar na vossa alma? Gostam de histórias que vos deixem acordados, que vos deixem com medo, até do vosso próprio pensamento? Questionar esta existência? Então, Lizbeth Gabriel é a escritora certa para vocês. 

Com toques de ternura, passando por uma linguagem bonita e cuidada, Lizbeth transporta-nos à nossa própria existência, como uma questão. 

Com os treze contos de "Theater Of Dusk", não acredito que não haja algum com o qual se identifique, com o qual não reveja alguma parte negra da sua própria alma, com o qual não questione a sua própria alma e existência! Atreve-se? 

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