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O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

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Desejo

Setembro 30, 2016

Bruno

Pouco importa.

Desejo-te: o corpo musculado que não é meu à noite e que não amo, mas que desejo, por encaixar tão bem no meu. 

Desejo-te: as tuas dúvidas face à tua sexualidade, após descobrires os prazeres que um homem pode oferecer-te.

Desejo sentir-te em mim. Sei bem o quão errados somos um para o outro, mas é isso que torna tão mais apetecíveis. Desejo sentir-te próximo de mim. Desejo sentir o teu sabor. 

Não há uma mínima amostra de amor, de afecto sequer. Existe uma muito ténue linha de amizade, talvez tolerância entre os dois, mas existe um desejo que transcende o mundo. Um desejo que transcende os homens e os deuses. Um desejo que transcende qualquer coisa, realou imaginária, que faz com que arrasemos as energias de um no outro. 

 

Desejo-te. E escrever sobre ti, mesmo sem mencionar detalhes que te comprometam, é um risco que corro aqui. Aqui, ninguém me conhece, ninguém te conhece. Aqui, não há o risco de amigos ou conhecidos lerem e atingirem qualquer parte de nós. 

 

Desejo-te e a essa clandestina proximidade, seja num imenso terreno onde estradas foram construídas e projectos de casas nem começaram, seja nos confins desta cidade. Desejo-te, em mim, para mim, por mais essas horas. 

 

Desejo que passea birra de não atender a tua chamada naquela tarde, desejo que te bata o desejo.

 

Desejo-te.

Impagável

Setembro 27, 2016

Bruno

Dou por mim a rejubilar de alegria por coisas mínimas. No fim de contas, apesar de todos os meus sonhos e fantasias, sempre quis coisas mínimas. 

E saber que, de certo modo, sei mais, valho mais do que que se diz tão mais, tão culto, tão viajado... Saber que tenho, apesar de uma falha ou outra, mais palavra que ele... Isso é impagável. 

 

Bêbado

Setembro 26, 2016

Bruno

Bêbado ou não, sou sempre eu. E se faço rir quem está comigo, se faço rir quem trabalha no bar onde vou depois de já estar bêbado, é apenas uma mais valia. 

 

Não me importa o quão errado possam achar que eu esteja - tenho sido o suficiente para mim mesmo. E, isso, é-me suficiente. 

 

Tão longe

Setembro 25, 2016

Bruno

Estou longe. Tão longe daqui, como se a minha perna dormente não fosse real, sequer, nem a minha cara que começa a inchar, por conta de uns dentes estragados. 

É quase como se fosse feito do pó que pousa em mobílias, em velhos templos. Como se fosse feito de vento e sobrevoasse os desertos, as cidades, os mares e todo o tempo. 

Estou tão longe, que nem quero regressar. 

Chove lá fora

Setembro 25, 2016

Bruno

Chove lá fora. 

Caminho pelas ruas. Não muitas almas se atrevem a caminhar por aí. 

Está calor. Está a chover. 

Desço a avenida. Quantas vezes olho para alguns sítios e não vejo o que lá está, antes vejo o que já foi, mesmo antes de ter nascido? 

Não sou adivinho. Tenho essas fantasias de sempre. O mundo, como é, agrada-me, mas não é suficiente. Falta aquele toque de outras eras. E é por isso que crio, bem dentro de mim, a fantasia de outros tempos. Deveria escrevê-las. Deveria desenhá-las. 

 

Chove lá fora e desejo a trovoada. 

Chove lá fora. Desejo outros dias, outros tempos. E, apesar da saudade, sorrio com doçura. 

Libertador

Setembro 23, 2016

Bruno

Quero e saboreio o errado tantas vezes, que o sinto como certo. 

 

Nada há mais libertador do que ser-se o que se é, sem máscaras. Nada mais libertador que ser-se honesto connosco, uma vez que, no fim do dia, só lá estamos nós verdadeiramente. 

 

Solidão

Setembro 23, 2016

Bruno

"Soube-o sempre. Ninguém aguenta a liberdade alheia; ninguém gosta de viver com uma pessoa livre. Se és livre, esse é o preço que tens de pagar: a solidão!"

 

Chavela Vargas

Efeméride

Setembro 23, 2016

Bruno

Não importa o quanto se batalhe. No fim, vamos sempre perder. 

 

Penso em ti. Penso em vocês. 

Como pode a vida continuar sem vocês? Como podem os pulmões continuar a respirar e o coração continuar a bater? Em toda essa ausência, como é possível? 

E a verdade, é que a vida continua. 

 

Acho que é do Outono. E dessas mudanças de tempo. O meu humor oscila consoante o tempo, consoante a lua, consoante as gentes. As memórias, os desejos, aquela saudade, vêm e vão como as marés e não há nada. Nada, senão memórias que se esfumam no Tempo. 

Em breve, - e porque esta vida é breve - estaremos todos juntos. Talvez não seja como sonho e talvez sejam inúteis todos os sonhos e todas as fantasias desta vida, mas torna mais fácil esta efeméride, que nada mais é que a própria vida. 

Fui ali. E já voltei.

Setembro 21, 2016

Bruno

Ia escrever qualquer coisa. E esqueci-me do que ia escrever. Fui só ali deixar uma marquinha. E voltei. 

 

 

Olha para mim. Olhar directo, sem rodeios. Olha para mim, curiosamente. Analisa o que eu digo. Procura qualquer coisa no que eu digo. 

Eu não sei o que há. Só digo a minha opinião, numa conversa com uma amiga. O mundo não é todo mau, mas é muito pouco bom. Cada um, defende-se dele como pode.

Olha para mim. Absorve as minhas palavras. Não são sábias, mas têm exprimem alguma experiência da vida. 

 

As ruas da cidade têm tanta coisa. Nocturna criatura, que se alimenta das almas dos perdidos. Nocturno ser, que suga as forças dos fracos. 

Há momentos. E esses momentos tornam-se rotina. 

Há gente. Gente que se torna demasiado familiar. 

Está frio. O casaco mais grosso protege-me e, quando arrefecer mais, as camadas de roupa estarão lá para isso. 

Tenho medo. De tal modo, que nunca deixo de estar vigilante, atento ao que me rodeia. Nunca deixo de observar. 

Estou tenso. Sempre. De tal modo, que sempre que tentam fazer-me alguma massagem, ainda que rápida, como uma chamada de atenção, dizem que os meus ombros estão duros como pedra. 

Estou só. Consumo-me no erotismo, de encontros fáceis e casuais, sem conversa. É melhor! Não confio em ninguém. 

 

Não sou exemplo algum. 

Não o quero ser. 

Limito-me a viver. Sem saber se quero viver. 

 

Boa noite! 

 

 

 

Tocante

Setembro 21, 2016

Bruno

O texto "Consegues ouvir-me?", tocou-me pela profunda e silenciosa tragédia. Bonito, triste e tocante! 

 

Não vou escrever uma longa história. E nem queria perder-me nos meus devaneios, o que é um imenso risco. 

As ruas da cidade. Nocturnas. Têm um encanto enorme. Têm uma carga de vida. Cada esquina, cada canto, têm gente, que vive e morre. Mas não é o que eu precisava hoje.

 

E é isto. 

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