Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

O fumo do meu cigarro

Apenas um outro blog

Nostalgias, Saudades

Maio 30, 2016

Bruno

Andei a ler uma entrada, que falava do cheiro da saudade. Talvez, tal como eu, num inesperado regresso, após uma noite diferente e muito boa, o tenham encontrado nos destaques do sapo.

Seguindo esse mesmo link, ali pelos comentários, segui até um blog solitário, onde me deparei com os cadernos de dedicatórias. Não tenho nada do género. Duas, dos meus 22 anos, escritas num velho caderno que já não existe. Mas essas dedicatórias subsistem.

Quer-me parecer que andamos todos, por estes dois textos que li (mais alguns, onde me revi, num dos blogs), um tanto ou quanto nostálgicos, a encontrar motivos para reencontrar o passado. Eu ando. Não sei que género de passado, mas ando. Desta vida. De algo de um tempo anterior.

 

Cometo erros atrás de erros. Sou afastado dos perigos da noite, da rua, arrastando-me sempre de volta. 

Cometo erros atrás de erros. E até me arrependo. 

Cometo erros. Os mesmos erros. E, mesmo correndo atrás dos mesmos arrependimentos, erro outra vez.

Eu gosto de conhecer o âmago das coisas.

E assim, vou caminhando, em pura nostalgia, procurando nos velhos caminhos, emoções erradas, sabendo onde residiria a boa nostalgia, com saudade mel de sabor a fel.

Viver e viver e tornar a viver

Maio 30, 2016

Bruno

Poderia dizer muitas coisas. Poderia publicar fotografias tiradas de manhã, de um sítio muito improvável. Poderia descrever a sensação de estar acima das núvens, acima do nevoeiro, que saía da copa das árvores lá em baixo (sim, estava bem lá no alto). Ou poderia tentar descrevê-lo. Poderia, mesmo com as ditas fotografias, que não se aproximaria à sensação de ali estar, de passar por tudo aquilo.

Conquistei, dentro de mim, todo um mundo. E tive uma sensação de pertença, de liberdade tão grande, que queria ficar ali para sempre.

O sol nasceu. Ficou cara a cara connosco. E todos os demónios da noite, todos os seres perdidos, todos nós, tornámo-nos tão claros, verdadeiros e reais, como a luz do dia.

Uma rima pedida

Maio 20, 2016

Bruno

Pedes-me rima, na noite,

Sem conseguir, escrevo por aqui,

Sem lugar que me acoite,

Escrevo p'ra mim. P'ra ti.

 

Sem mentira, sem verdade,

Escrevo para ti,

Sem qualquer maldade.

 

A noite já vai alta,

Já vai longe esse momento,

Está, em mim, todo este tormento,

Toda a incerteza que me assalta.

 

Pedes que fale que fale do meu pior pesadelo.

A fase mais difícil dessa minha vida.

Trago a alma em chaga, o coração em ferida,

Penso em sentimento... nem vê-lo.

 

Claro que não corre sequer como estaria a pensar.

Tragi toda esta alma a queimar.

São palavras. Mil. Milhões.

Não sirvo para muito... para esvaziar colhões?

Quem sabe essa verdade?

Toda a minha alma é uma (incógnita) saudade.

 

Tu podes ser mestre da rima cuspida...

Eu sou o mestre desta vida.

Sou mestre do sentimento morto, 

Do barco inútil, parado no porto.

Esqueci que tenho um coração, 

Que morta seja toda essa hora,

Que não haja mais para lá de agora...

 

Tenho fé. Tenho confiança. 

Vejo o mundo, a vida acontecer. 

Morreu toda a esperança, 

Vejo todos a morrer.

 

Agora é hora de parar.

Partilhar? Talvez.

Não sei se me vês, 

Mas não é isso que fará abrandar. 

 

O mundo é mais que um momento, 

A vida é mais que um tormento.

 

Muitos esquecerão

Maio 16, 2016

Bruno

Muitos nunca saberão a verdadeira dimensão da minha alma. Muitos nunca conhecerão a vastidão dos mundos dentro de mim. Nem imaginarão a névoa nos densos bosques, as orações cantadas através dos templos antigos, tão antigos, que nem a Humanidade tem memória deles. 

Por entre os espaços, tocaram-se corpos nus, em nome de um Deus qualquer. Pelas noites de luar, dançou-se nu em redor de fogueiras. Dedos rudes e calejados desciam suavemente pela pele macia dos corpos suados, cansados. Os gemidos eram preces pela noite, ao luar. 

Nunca conhecerão a dimensão dos meus sonhos e das minhas fantasias. 

Tenho que escrever. 

 

Muitos irão esquecer-se de mim, como já esqueceram os confins do tempo, como já olvidaram a infância da sua humanidade. 

Muitos irão esquecer-se que este mundo já viu muito mais gente, do que gente já viu o mundo. Esquecem que o tempo passa, maldito carrasco, sem dó, sem piedade de nada, nem de ninguém.

Muitos irão esquecer a beleza do tempo, da tristeza, da melancolia. Esquecerão as noites frias, os dias de névoa, as garrafas vazias pelos bares do tempo. 

Muitos deixarão para trás o mundo, sem realizarem o mundo que abandonam. Sem realizarem o bom e o mau, como partes integrantes de tudo o que somos, de tudo o que fazemos, de tudo o que dizemos, de tudo quanto sentimos. Sem que se apercebam do quanto tudo é belo e superior, mesmo que seja um traço de ódio. 

 

Espero que saibam, lendo-me ou não, que tento sentir tudo o mais intensamente possível. Mesmo o sentimento que tento matar, sinto-o com tamanha força, que eu pensaria ser um demónio a tentar tomar-me a alma.

 

O esquecimento é o pior que se pode oferecer. 

Não se esqueçam de recordar. Nunca se lembreu de esquecer. 

Palavras de hoje

Maio 15, 2016

Bruno

As palavras poderiam sair facilmente. Não acontece, infelizmente. 

 

Voltei aqui. Sem objectivos, apenas por sentir que tinha que fazê-lo.

Voltei a escolher este espaço para expressar-me, sem largar o blog da Vítima. Brincadeiras de amigos. 

E tenho pensado em criar um segundo Tumblr, inspirado por diários ali, da vivência de outros. Só porque o meu próprio Tumblr é algo confuso, pensei que pudesse adulterar os propósitos desse site, como que sendo uma espécie de diário gráfico online. Quem sabe?

 

As palavras podiam ser amigas num grito de revolta ou no meu conforto perante situações desconfortáveis.

 

As palavras ficarão por cartas.

 

As palavras calam-se por hoje.

Noites dessas por aí.

Maio 13, 2016

Bruno

Não sei dançar. Não vou, sequer para aprender. 

A minha absorção do mundo é diferente - eu fico a sentir a noite, a sentir a música e todo o vosso anseio no meu canto. Não sinto, não aproveito menos, por isso. Apenas diferente. 

 

Guincho. 

Deixa-me a sós do lado de lá da vedação. Não vou matar-me. Tenho, no mar, a voz mais directa de Deus e, nas minhas lágrimas ocultas pela noite, a maior e mais poderosa oração. 

Tenho, nesses miúdos clientes do "meu" café, uma estranha sensação. Espero que a vida seja isto. Ou mais. Ou menos. Espero que a vida seja, simplesmente. 

 

Que sentido? 

 

Escolham-me para vos acompanhar nessas noites, mas deixem-me a curtir no meu canto, enquanto curtem entre vocês. Mostrem-me a verdade e saibam que sou túmulo dos vossos segredos. Aproveitem o momento da minha presença, como se fosse um traço de ausência. Ou vice-versa. 

 

Deixem-me a sós, enquanto vis acompanho. 

 

* e o som do mar ecoa na minha alma *

Sem secretismo. Momentos só nossos, da noite.

Maio 11, 2016

Bruno

Agora, não faço publicidade aos meus blogs. 

Escrevo e fica como está. Quem ler, leu. Quem não tiver lido... Temos pena.

Não faço secretismo de que escrevo. Não é segredo que desenho. Ainda assim, mais me vale uma espécie de silêncio. 

 

Entre nós. Esses momentos. E as mensagens engraçadas que mandas à tua prima. Gosto. 

E mesmo que seja verdade. Os vídeos dessas noites... No youtube? Que se dane e venha a fama. No fim, terei aproveitado de todas as maneiras possíveis. A minha vida. Os bons momentos convosco. E terá sido isso que terá importado.

 

Boa noite. 

Gostava de entender

Maio 10, 2016

Bruno

Gostava que houvesse uma maneira melhor, mais fácil de lidar com a vida, com as suas inevitabilidades. Gostava de entender as pessoas. Gostava de entender-me, de saber o que arde dentro de mim.

Gostava que houvesse uma forma de olhar as pessoas e dizer: "gosto de vocês", sem que isso soasse estranho.

Gostava de gostar da vida, tanto quanto aparento, mas a verdade é que não gosto... acontece que toda esta coisa estranha a que chamam de vida, que saboreio através da sangria, do fumo dos cigarros, das noites passadas nas ruas, nada mais é que um estranho jogo. Um jogo com um criador muito sádico, que persiste em colocar pessoas no meu caminho, pessoas das quais acabo por gostar, mas que, dum jeito ou doutro, acabam sempre por ir-se embora.

E eu gostava, muito sinceramente, que aquelas pessoas de quem gosto, entendessem aquilo que significam para mim.

Sem sentido

Maio 09, 2016

Bruno

Tic. Tac. Tic. Tac. 

 

Passa a noite. Há algo de errado. 

Vejo. Vou vendo. Vivendo. Vou absorvendo a vida. 

Não compreendo. Não sei como processar tanta informação, tanta novidade. 

 

Faz algum sentido? 

Pois, para mim também não. 

Angústia

Maio 06, 2016

Bruno

 Por vezes, assalta-me a alma. Chega. Passa, suavemente, pelos corredores longos, confusos e empoeirados. Como um fantasma, toma essa alma, que é o meu coração, e vai ficando. Permanece dias, semanas. Canta baixinho.

Vai ficando, até caiar paredes com a sua essência. Traz a incerteza, as dúvidas, queima a auto-estima, como se se tratasse de incenso.

Às vezes, esta angústia adormece. M a s regressa. Regressa sempre. Acho que se tornou parte de mim.

E bate ao de leve, pela noite que vai passando.

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D