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O fumo do meu cigarro

O fumo do meu cigarro

26
Set17

Já alguma vez estiveram obcecados com uma música?

Bruno

 "Àquele que o mar nos levou e nunca nos devolveu.

Àquele que não é esquecido.

A ti, meu amigo, que não me sais do pensamento nos últimos tempos.

Àquele que fica nas nossas almas, como uma das melhores pessoas que conhecemos.

Àquele que me apresentou esta música, que se tornou, então, o nosso "Grande Espírito".

Àquele que marcou muita gente, que viveu ao máximo, que riu e amou, que abraçou os amigos, que lhes deixou das melhores lembranças. 

Àquele que o tempo não ousa fazer esquecer, porque, até nisso, és maior e mais ousado: desafia a morte, aí desse lado, mantendo-se na lembrança de quem cá ficou.

Obrigado por tudo. Obrigado por teres feito parte da minha existência!

Tenho saudades, Paulinho!"

09
Set17

Infinito (devaneios de merda)

Bruno

Sabes que perdes muitas oportunidades, quando pensas em tanta coisa para escrever. Pensas e o pensamento vai fluindo. E, depois, quando vais escrever, já se esfumou na noite.

Sabes que tens de deixar ir. Deixar ir as inseguranças, quando te prendes apenas ao pensamento, sem passares para a acção.

Sabes que, talvez, aos olhos dos outros, a tua forma de agir perante os sentimentos esteja errado. Mas... Os outros, são os outros.

A rua é uma espécie de abrigo. A rua é um constante perigo.

Estava tudo tão bem. Claro que, para a queda, tinha que ser uma queda enorme. Enfim, já devia estar habituado, mas tenho uma tendência enorme para me habituar mais facilmente a estar bem, do que voltar a cair na merda.

Não sei se serve de alguma coisa estar a escrever.

Tens razão, meu amigo, quando dizes que as palavras são traiçoeiras. Transmitem, por vezes, sentimentos que não estão lá. Especialmente, escritas.

É com as palavras que, tantas vezes, nos enganamos.

Mas... Sei lá. A noite até correu bem. Só que há sempre qualquer coisinha a moer a minha cabeça.

 

Como é que posso deixar seguir isto? Quem é que me dá a segurança para dar um novo passo? A quem entrego aquela confiança, que não sinto por ninguém?

 

Eu sou. Algo estranho. Cor de cera. Cor de morte. Cheiro de putrefacção. Mágoas infinitas, como as estrelas na vastidão; infinito como a vastidão. Pó de estrela. Devaneio. Melancolia na escuridão. Luzes néon da cidade. Frias arcadas de prédios, que nos resguardam da chuva e da trovoada, enquanto o fumo sobe na noite. Eu sou. A magia sonhada e ilusória dos poetas e dos artistas. A salvação preferida - a droga? - dos perdidos, dos pecadores.

 

Eu sou a noite em que me movimento.

Eu sou o silêncio da solidão.

Eu sou a mágoa.

Melancolia.

Canto.

Oração.

Infinito. 

26
Ago17

Retalhos de pensamento

Bruno

 À falta de conhecimento daquilo sobre que quero escrever, os meus blogs parecem páginas de diário. Do meu diário, que me propus a reescrever, reinventando-o, sem que lhe toque há meses. 

Escrevendo coisas aqui e ali, sem qualquer sentido, em sentido desabafo. E é nisto que vai ficando a minha vida, em pedaços de mim aqui e ali, sem que nada me pertença, sem que eu pertença a nada, verdadeiramente. 

23
Ago17

Às vezes

Bruno

Às vezes, não há nada a dizer. Às vezes, tentarmos justificarmo-nos é uma completa perda de tempo.

Decidi recuperar uma parte de mim que achava morta. Hoje, reergueu-se das cinzas. Hoje, levanto a minha moral, decidido e resoluto. Até à próxima vez. Sim, porque, a menos que vá para debaixo de terra, haverá sempre uma próxima vez em que duvidarei de mim e quererei enterrar o meu outro lado.

22
Ago17

Talvez eu não seja para toda a gente

Bruno

Tal como o meu gosto musical, eu não sou para toda a gente. E, de há uns tempos para cá, apercebo-me da minha atitude face às pessoas. Pessoas que, por educação cortesia, permaneciam na minha vida, são agora, de certo modo, escorraçadas da mesma.

Desde há muitos anos que eu digo que vou morar para aquela aldeia onde moravam os meus avós maternos. Após a morte de ambos, separadas por uns anos e um mês, achei que não voltaria àquela terra, mas o facto é que, depois de duas semanas lá, o meu desejo de regressar é enorme, após, apenas, 24 horas do meu regresso a esta cidade, que detesto cada vez mais, com gente desprezo cada vez mais. O meu ideal daquela aldeia, é o facto de ter cada vez menos gente e, especialmente nos meses de Outono e Inverno, a possibilidade de ver alguém é quase nula. Adoro aquela terra, por todos os dias e meses, fins de semana lá passados, após viagens de seis horas pela madrugada fora. Adoro aquela terra pelas minhas origens (nasci lá perto; felicito-me de não ter nascido em Lisboa ou numa outra cidade dessas, senão a minha adorada Viseu), por todo o verde que se vê, quer da minha janela, quer da estrada que caminhamos para ir beber café numa aldeia vizinha; adoro a minha terra pelos montes que se vislumbram atrás de montes e da possibilidade de isolamento que aquelas paisagens me proporcionam. 

Durante o dia de sábado, foi fazer uma excursão com a minha família paterna. São, também, daquela zona, mas de uma outra aldeia. E lá fomos, em direcção a aldeias ou vilas do Porto, ao Santuário da Penha... e, ver toda a vastidão de verde, tirando uma ou outra área ardida, de montes atrás de montes, mal se vendo aldeias ou casas, num contraste imenso com estas cidades cheias de gente que, mais dia, menos dia, acabarei por detestar, por que motivo for, carregadas de prédios, para onde quer que se olhe, fiquei desejoso de desaparecer em toda aquela vastidão. (Talvez já tenham reparado que "vastidão" é uma das minhas palavras favoritas)

Estou cansado destes sítios. 

Estou cansado de sentir que, tal como o meu gosto musical não é para todos, eu não sirvo para a maioria das pessoas - porque, talvez, seja eu que não sirva para lidar com as pessoas, apesar de trabalhar sempre em hotelaria, de adorar o que faço, e não o contrário, ou seja, não serem as pessoas que não sirvam para mim. 

No meu âmago, sinto que as cidades me gastam e matam-me rapidamente. Fiz trinta anos no principio do mês e pareço bastante mais velho. Fiz trinta anos e sinto-me muito mais velho, bastante cansado e desgastado. 

Talvez, eu seja apenas um dos muitos loucos, que vivem neste mundo imenso, acreditando ser dos mais sãos de todos eles.

18
Ago17

Uma estrela cadente

Bruno

São quase cinco da manhã. Acabo de preencher uma lista de factos sobre mim, num desafio que me fizeram, ainda que devesse estar a dormir. 

Há muito que a noite é minha companheira (ou serei eu o seu companheiro fiel, tal como um cão que segue os passos do seu dono?) 

Há muito que, durante a noite, preencho as horas escrevendo versos ou palavras ao acaso. 

Há muito que, pela noite fora, os meus pensamentos vão alto. Tão alto, como o balão que fugiu das mãos de uma criança. 

Estou na minha terra, numa aldeia perdida algures pelo Norte de Portugal, onde o céu negro e aberto é pontilhado por milhões de diamantes a que chamamos de estrelas. Numa destas noites, vi uma imensa luz atravessando o céu nocturno e apercebo-me de que é uma estrela cadente. Vejo-as imensas vezes, quando estou por cá e olho o céu imenso, mas nunca tinha visto nenhuma tão luminosa. Nunca uma estrela cadente tinha iluminado tanto o céu, como a que vi nesta semana que está quase a terminar.

Dentro de dois dias, volto para a cidade onde ainda vivo com a minha mãe, em que me criei e que, a cada dia que passa, odeio mais. Repugna-me a ideia de sentir todos aqueles cheiros, de ouvir todos aqueles sons, de ver toda aquela gente. Enoja-me dizer que sou dali, que fui ali criado, mas as responsabilidades chamam-me, uma vez mais, para ali. 

Pensando naquele sítio, há palavras que eu quero dizer, o name tos que quero exprimir, que chocarão muita gente, que vão, mesmo, contra os meus próprios princípios. 

Neste momento, é hora de desligar e dormir. Espero conseguir uma noite de sono tranquila, sem pesadelos, como têm ocorrido nos últimos tempos. Espero que o sono venha tranquilo, enquanto a vida da  noite respira e vive ao seu ritmo, nesta aldeia esquecida do mundo, onde o tempo não passa, senão pelas mortes que se vão contabilizando. 

18
Ago17

25 factos sobre mim

Bruno

O Olavo, O Escritor Mascarado, fez uma ligação para o meu blog, com um interessante desafio, como, de vez em quando surgem, inspirado nos vlogs de alguns YouTubers de que gosta. Ainda que não seja fã de vlogs, talvez por não ter por hábito assistir a nada do género, achei o seu desafio super interessante e achei por bem tentar fazê-lo. Não garanto que consiga dar 25 factos sobre mim, mas garanto que vou tentar. 

 

1) enquanto adolescente, assumi uma identidade que, até hoje, deixou as suas marcas, por ter sido a única que me deixou confortável comigo: assumi a postura de gótico;

2) sou homossexual parcialmente assumido. Quer dizer, não digo aos sete ventos, mas não o escondo e não o assumi perante a família;

3) ainda face à sexualidade, não consigo rever-me em conceitos que alguns blogs, vocacionados para a "comunidade" GLBT, tentam colocar-nos. Dizem que rótulos são para as coisas e não para as pessoas, mas rotulam-se eles mesmos; disseram-me que tinha, como homossexual, uma obrigação de ser activista; vejo constantes ataques à Igreja católica, tendo sido rotulado de Nazi por defender a mesma, face a um comentário que me desagradou; não me revejo no exagero de coisas que apregoam, que os levam a exigir, a meu ver, um "posto" especial, ao invés da igualdade que tanto clamam; não creio que, a maioria de quem defende os autores desses mesmos blogs, viva num ambiente de gueto ou não fariam tanto alarido, às vezes, por coisas mínimas; poderia até continuar, mas a lista é demasiado extensa e o meu simples pensamento já faz com que muitos outros homossexuais me detestem, o que não me incomoda minimamente;

4) já sofri de depressão, bastante profunda, tendo cicatrizes nos braços de auto-mutilação. Actualmente, não me sinto como se estivesse em depressão, ainda que, por vezes, tenha uma visita dessa velha amiga e os pensamentos suicidas continuem uma constante. Tenho memórias desses pensamentos, de quando tinha cerca de três anos;

5) quando era mais novo, queria ser maquinista. Entretanto, artista. E, apesar de limitado, tenho algum conhecimento das artes e saudades desses escape, apesar de não acreditar que ainda possa fazer alguma coisa nesse campo;

6) tenho um gosto musical amplo, ecléctico, muito próprio, sendo o Fado e o Doom Metal os estilos musicais que mais me agradem. Também adoro música com coros;

7) estou de férias naquela que considero a minha terra. Uma aldeia quase vazia, com montes de verde à volta, ao invés de prédios, que vejo da minha janela. Desde pequeno que quero mudar-me para cá. A urgência nesse anseio, do isolamento, do distanciamento das cidades, do distanciamento da maioria das pessoas, é cada vez maior;

8) amo animais, com maior preferência pelos gatos e felinos no geral;

9) assumo o meu enorme orgulho em ser Português e, como o meu grande amor, tenho o meu país. Posso não ser o maior conhecedor da História do mesmo, posso, por vezes, não ter a visão mais acertada das coisas, mas coloco o meu país à frente de algumas liberdades;

10) adoro fumar ganzas;

11) não bebo álcool quase nenhum e, quando bebo, quase sempre acabo bêbedo. Prefiro fumar umas a beber;

12) detesto cerveja e vinho, adoro shots de tequila e adoro licor Beirão;

13) considero-me esquisito: ora estou certo e seguro de mim mesmo, ora vacilo em imensa insegurança, dúvidas e incerteza;

14) adoro escrever versos. Podem não ter grande valor, mas tento ser o mais verdadeiro possível. Mesmo assim, era mais eu nos desenhos que fazia;

15) conheci a morte de perto e já perdi bastantes pessoas. Não me assusta morrer, somente sofrer, especialmente na dependência de outros;

16) não me vejo numa relação. Nunca tive nada que pudesse assumir como tal e duvido que venha a acontecer, agora com 30 anos. Lido extremamente mal com sentimentos e não consigo gostar de ninguém;

17) já mencionei a minha aldeia, mas campo e praia são onde me sinto feliz. Talvez quando vier para cá, aprenda a trabalhar o duro do campo. Apanhar amoras, o que é levíssimo em comparação com o verdadeiro trabalho de campo, é do género de coisas que me deixa felicíssimo e nem dou pelo passar do tempo. Também adoro flores;

18) odeio bisbilhotice e má língua. Claro que, de tempos a tempos, também passo por algo de bisbilhotar, mas é algo que evito;

19) adoro a noite. O dia é mágico, com a vida e com toda a luz, mas há qualquer coisa na noite, que desperta os meus instintos;

20) não acredito na diversidade de gente, de culturas, nem acredito que, tanta mistura, funcione. Tal como referi em cima, o ambiente de gueto em que vivo numa base diária, em que sinto ter que pedir desculpa por ser branco, em que sou alvo preferencial de assalto por branco e português, em que vejo estrangeiros no meu país, a cuspir no nome do país que os alimenta, faz-me ter esta percepção. Respeito, no entanto, quem tenha uma visão diferente da minha;

21) sou sarcástico. E é mais notável, o meu sarcasmo, quando estou de mau humor;

22) apesar do meu jeito meio triste, adoro humor e adoro rir. Adoro ser palhaço. Adoro mascarar-me e fazer rir ou assustar os outros;

23) adoro calor e adoro frio. Adoro ficar em casa, enrolado numa manta ou em frente da lareira, se estiver no campo, ou apanhar sol e sentir o calor. Adoro o renascer do mundo na Primavera ou ver as árvores à despir-se no Outono, com a chuva que cai. Adoro trovoada;

24) acredito na pena de morte, em alguns casos (se virem, por exemplo, o caso de violações de menores ou os casos de violação em grupo, na Índia, acredito na pena de morte, antecedida de tortura, quando a culpa é provada. Acredito em queimar os incendiários, nos fogos que atearam, ou numa fogueira em praça pública, entre muitos e variados casos);

25) se existe o negócio do papel, acho que, por cada árvore abatida, duas ou três deveriam ser plantadas, respeitando sempre a espécie nativa e nunca alterando o eco sistema, pelo que seja mais rápido de crescer. 

 

E aqui ficam estes 25 factos sobre mim, está estranha criatura. Não marcarei ninguém para dar continuidade a este desafio, especialmente pela dificuldade que toma em fazê-lo no telemóvel. Contudo, a quem ler isto, a quem ache este desafio interessante, insto-vos a tomá-lo e a fazê-lo, pois é muito interessante e muito engraçado. 

Agradeço ao Olavo por ter-me marcado, apesar da minha ausência por aqui, nos últimos tempos, devido à falta de palavras. 

 

14
Ago17

Noite de festa? Não para mim.

Bruno

Estou de férias pela zona de Viseu. Hoje, neste exacto momento, está a haver festa na minha aldeia e eu já vim para casa, depois de pouco mais (ou menos?) de uma hora lá. Estão lá todos, incluindo a minha mãe e a minha tia, mas eu vim já para casa. 

Não querendo parecer pessimista, mas não estou lá a fazer nada. De um grupo enorme de amigos de Verão, formaram-se vários pequenos grupos, onde não me insiro em nenhum. Toda a vida foi assim, estava neste ou naquele grupo, até que se desintegravam os grupos e não havia lugar em nenhum para eles. Há muito que me deixei dessas ilusões de grupos serem muito unidos. Há muito que me apercebi que ninguém me entende, nenhum deles me entende, seja aqui, seja onde for. 

Para mim, a festa é deles e eu gozo de um momento a sós em casa. Para mim, a festa é deles e a noite é triste. Para mim. Só para mim. 

09
Ago17

Pensamentos de um olhar sobre o teletexto

Bruno

O que se vê durante a madrugada, quando tens apenas os canais básicos de televisão e a tua única fonte de Internet apanha um sinal francamente mau? De que modo se ocupa a passagem do tempo, senão com o teletexto? 

Na página que vejo, passam várias mensagens. Mensagens que se propõem a simples conversas, até chegar a mensagens explícitas. Há mensagens de pessoas que se dizem no trabalho, propondo sexo nessa hora. 

Por essa página que vejo, lembro-me da própria pornografia. Homens e mulheres, à frente de câmaras. Homens com homens. Mulheres com mulheres. Vídeos que são vendidos. Pessoas que fazem vídeos amadores e tentam vendê-los. Pessoas que se filmam, amadores, distribuindo os vídeos gratuitamente. Há conversas, forças de ideias, vídeos,  fotografias. Há encontros marcados (e muitos frustrados).

Lembro-me também de sítios de engate. Engate. Das poucas conversas que se mantém, de coisas que ficam suspensas. De coisas que se vêm, como uma mulher a andar nua no meio de uma mata e um homem filmá-la. 

Todo um mundo de paralelismo.

Acredito que muito haja, quem veja estas coisas como uma espécie de submundo, começando pelo real, até terminar pela virtualidade. Acontece, que há muito que deixaram de existir barreiras à separar tudo isso. Há coisas que não são faladas, mas que se tornaram parte de um dia e de rotina. Os olhares, de quem lá passa esporadicamente, de quem vê, apenas, de fora, perdem-se no encanto, no choque ou no horror, daquilo que acontece. 

"Não sou um deles!", aplica-se a tantas coisas; tanta gente que diz, baixinho: "não sou um deles!", mas que sabe mentir, sobretudo a si mesmos.

01
Ago17

Pensamentos ao entrar nos 30 anos

Bruno

Acabo de ver uma coisa no Twitter, que me irritou solenemente. 

Há dois blogs que, de há uns anos para cá, comecei a seguir. Já mencionei esses blogs, o Dezanove e o Escrever Gay, que entretanto mudou o nome para Esqrever. Blogs esses que já aqui mencionei, pelos piores motivos. Blogs esses que, em comentários, já referi e sobre os quais obtive concordância, pelos mesmos motivos.

Comecei a seguir esses blogs, por querer sentir que houvesse um sítio onde pudesse encontrar-me. Acontece que, tal como acho de muitas pessoas aí fora, nesse mundo, não querem saber de igualdade de direitos; quer-me parecer que desejam forçar os outros a colocá-los num qualquer pedestal. Tal como já me ter sido atirado à cara, em resposta a comentários a alguns textos com os quais tive uma discordância enorme, que eu, como homossexual, tinha a obrigação de ser um activista dos direitos da comunidade GLBT. Ou, mais recentemente, fora desses blogs, alguém prácticamente acusar-me de Nazi, por eu defender o Catolicismo. Este último ponto levou-me a colocar a seguinte questão, que repito: por que é que é moralmente errado atacar o Islamismo, atacar o Judaísmo é anti-semitismo, mas já parece ser aceitável e práctica de famílias de bons costumes atacar o Catolicismo? Ou porque é que um branco tem que pedir desculpa por ser branco, mas um preto pode fazer os piores comentários face aos brancos (aos Portugueses, no meu ver) e já é desculpável?

Estes blogs e as pessoas que neles escrevem têm merecido o meu descrédito total, desde que comecei a segui-los. O próprio pessoal do blog, nas suas contas pessoais, já achou por bem atacar-me no Twitter, quando mostro o meu desagrado ou a minha discordância com o que quer que seja.

Enfim, talvez devesse estar a dormir. De manhã, tenho coisas a tratar. E à noite, vou celebrar o meu aniversário com o de uma amiga, que acabo de entrar nos 30 anos. Anseio pelo fim da semana, para rumar ao norte. Ir para a aldeia e não ver quase ninguém durante quase um mês - de futuro, quero mudar-me para essa aldeia, como há muitos anos o anseio, esquecer que há pessoas e um mundo fora daquelas velhas ruas, quase abandonadas. 

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